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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2022-07/o-presidente-do-senado-senador-rodrigo-pacheco-chega-ao-predio-do-congresso-nacional-e-e-recebido-por-funcionarios-terceirizados-da-casa)

As pautas e antagonismos do ano Legislativo

No dia 01.02 foram empossados os deputados federais e senadores. Na mesma data, foram reeleitos Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para presidente da Câmara e Senado, respectivamente.

O ano legislativo inicia com pressões para a apuração dos responsáveis, diretos e indiretos, pelas depredações dos prédios dos 3 Poderes (Congresso, Supremo Tribunal Federal (STF) e Planalto) no dia 08.01, com previsão da abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pelo Senado, quando serão apuradas ações, omissões, falhas ocorridas na segurança e verificada a real participação de pessoas.

As eleições tiveram a tentativa dos seguidores bolsonaristas de manterem uma base forte no Senado, mas foram frustrados com a derrota para a presidência de Roberto Marinho, ex-ministro no governo de Bolsonaro.

Roberto Marinho exaltou as conquistas do governo Jair Bolsonaro e condenou os ataques de 08.01, mas se esqueceu de citar os constantes ataques protagonizados pelo ex-presidente contra o Congresso e o STF, incitando seus seguidores contra estas instituições democráticas.

A alternância política é necessária para equilibrar no poder políticas para melhorar a vida da população. No governo Bolsonaro vimos ser priorizada as pautas corporativas dos militares, estímulo para uso de armas pelos civis, repúdio a políticas de demarcação de terras indígenas, intenção premeditada de desarticulação da máquina e das políticas públicas, afrouxamento da fiscalização ambiental, etc. O novo governo, de Lula, reativou o papel ativo do Ministério Saúde em suas políticas de vacinação e articulação do Sistema Único de Saúde (SUS), criou ministérios para políticas específicas para atender setores minoritários (indígenas, negros, etc.), anunciou a volta dos conselhos de políticas públicas com participação dos movimentos sociais,  faz tratativas para a volta do país na geopolítica mundial, tem a intenção de reativar as políticas de preservação do meio ambiente, etc.

Com a alternância no poder surgem oportunidades para aprimorar marcos regulatórios legais para atender às demandas da população, como a lei trabalhista, apoio às populações indígenas, etc.

Infelizmente os novos governos tomam posse e passam a governar para setores específicos, com o não chamamento da oposição ou mesmo a negativa de participação.

A derrota de Jair Bolsonaro fez com que deixássemos de ver diariamente seus ataques contra setores específicos e negando problemas nacionais, como a diminuição dos índices de vacinação.

Na oposição os bolsonaristas não são uma alternativa ponderada para apresentarem soluções melhores para o país e nem conseguem ser pacifistas, após 4 anos de um governo em guerra com a oposição e outros setores da sociedade.

De forma geral, o início dos trabalhos do Legislativo mostrou ações dos bolsonaristas, sob a orientação de Jair Bolsonaro, de marcarem posição política e mostrarem ainda ter um grupo político importante na cena política nacional.

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