Os erros e escolhas erradas do governo federal têm gerado perdas para os brasileiros.
Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), do Senado, no dia 07.07, Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, prestou depoimento e teve prisão determinada, por contradições, pelo presidente da CPI, Omar Aziz, com prejuízo para encontrar-se a verdade e reforça a CPI ter conotação política direcionada.
A CPI enviou carta com perguntas sobre a pandemia para o presidente da República, Jair Bolsonaro, e no dia 08.07 disse: “Caguei, caguei para a CPI. Não vou responder nada“, caracterizando quebra do decoro (artigo 9०, da Lei n० 1.079, de 1950), por desrespeitar o Senado Federal. Pela fala o presidente assumiu ser um “cagão”, mas sua fala mostra estar desesperado por acusações de corrupção atingir seu governo e pelas pesquisas mostrarem perda de popularidade.
O Brasil vive um alívio estatístico, com a diminuição do número de mortes e infecções por coronavírus, devido à aceleração da vacinação, mas é difícil comemorar, em meio aos mais de quinhentos mil mortos e ao grande número de mortes diárias. Tivesse o governo respondido, imediatamente, às dezenas de mensagens de ofertas de vacinas da Pfizer, recebidas a partir de agosto de 2020, teríamos maior número de vacinados.
Outros países seguiram orientações científicas, adquiriram vacinas com antecedência e já reabrem a economia e relaxam as medidas preventivas (uso de máscaras, isolamento social).
Apesar do avanço da vacinação, as autoridades públicas temem a variante delta, após ter casos detectados na cidade de São Paulo. Ela não causa doença mais grave, mas tem uma maior capacidade de disseminação e, com isso, o governo acelera a aplicação da segunda dose.
As opções erradas do governo não ocorrem apenas na questão sanitária. Ele não age para combater a inflação (alimentos, materiais de construção e combustíveis) e seu aumento pode ocasionar a disparada das taxas de juros.
Têm distorções até na opção de nome para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gerada pela aposentadoria de Marco Aurélio Mello, com ênfase do presidente da República pela escolha de um candidato “terrivelmente evangélico”, despreocupado em mostrar ter seu escolhido os requisitos de “notável saber jurídico e reputação ilibada” (art. 101, da Constituição Federal). Essa escolha ocorreu, após disputa acirrada. André Mendonça, Advogado Geral da União, perseguiu opositores do governo de Bolsonaro, e Augusto Aras, Procurador Geral da República, agiu para proteger o governo ao desqualificar notícias de crimes contra o presidente. Agora, com todo respeito, nessa escolha não se deve privilegiar determinadas classes da sociedade dissociadas do direito, sob pena de estar discriminando os demais setores.
O atual momento é fruto de escolhas erradas, com desgaste político do governo e sofrimento do povo brasileiro.