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Vacinação mostra país dividido: um com e outro sem pressa

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Foto: Kristine Wook (https://unsplash.com/photos/gwuhbsRzOvo)

 

 

 

As discussões políticas sobre a vacinação e a letalidade do coronavírus, são replicadas em atitudes impensáveis de cidadãos comuns, dos quais cito um exemplo da falta de consciência em tomar medidas mínimas de precaução.

O fato ocorreu no dia do primeiro turno das eleições, quando um eleitor usava máscara e estava em uma banca de revista, em frente ao seu local de votação. Foi abordado por um amigo, que lhe pediu a máscara emprestada para ir votar. Após votar, retornou sem máscara e informou ter cedido a máscara para outra pessoa.

Infelizmente, é impossível convencer essas pessoas a agir diferente. Elas somente acatam medidas mínimas, públicas e obrigatórias. Em meio a tanta desinformação, somente a cura para o vírus pode estancar a doença e a vacina é uma esperança.

O início da vacinação mostra um mundo desigual, onde cada país busca imunizar seu povo o mais rápido possível. Países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, toda a Europa e o Canadá, adquiriram vacinas para imunizar toda a sua população, enquanto, no caso específico do Brasil, o presidente e o Ministro da Saúde afirmam não ter necessidade de pressa, apesar do país ter mais de 190 mil mortos e incontáveis recuperados com sequelas físicas. Nesse quadro, o brasileiro espera a vacinação como espectador e vê diversos outros países vacinar o seu povo, como os vizinhos Chile e Argentina.

O presidente deveria ser um bom exemplo a seguir, mas continua a praticar atos a serem ignorados. Durante a pandemia alegou serem inevitáveis as mortes, disse que as pessoas morrem um dia mesmo e o vírus acomete somente os mais vulneráveis. Agora, prossegue em defender a não-obrigatoriedade da vacina, afirma “não vou tomar”, desprezou a vacina Coronavac por receio de favorecer seu adversário político, afirma não precisar ser vacinado por já estar protegido por ter contraído o vírus.

No dia 22.12.2020, o Governador de São Paulo, João Doria, assinou artigo publicado na Folha de São Paulo, intitulado “Vacina do Butantan é segura e eficiente”. Defendeu o país querer vacinar já e não pode ficar para trás, ser a vacina o único medicamento no atual momento capaz de prevenir a doença, os primeiros países a vacinar terão primazia na retomada do crescimento, é preciso estancar as mortes diárias e em São Paulo a partir de 25.01.2021 iniciará a vacinação com a vacina Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan.

Outros Estados e Municípios, pressionados pela urgência e interessados em agir, diante da constatação da inação do governo federal, têm feito convênio com o Instituto Butantan para o fornecimento de vacinas para a sua população.

Temos um país dividido, um a pregar “vacinação já” e outro a disseminar não se ter pressa para vacinar, de onde conclui-se, ter o governo federal sucumbido à sua retórica política de debate e, com isso, ficou sem ação para salvaguardar as vidas do povo brasileiro.

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