Foto: Sílvio de Andrade (https://fotospublicas.com/forca-tarefa-que-atua-na-regiao-da-serra-da-amolar-pantanal-de-corumba-para-combater-os-focos-de-calor-com-a-mobilizacao-de-65-homens/)
O Brasil é carente de soluções transformadoras e o atual governo tem se pautado por crises, indefinições, falta de respostas e negacionista.
Negou a pandemia do coronavírus, não aceitou liderar os esforços para combatê-la, foi contra o isolamento social. Muito a contragosto, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, teve de deixar de lado o seu receituário liberal, pois as forças do mercado não existiam mais (empresas fechadas e pessoas isoladas) e adotou medidas keynesianas de auxílio para as pessoas, empresas, Estados e municípios.
De resto, Guedes, repete a necessidade de desonerar a folha de pagamento, através de um novo imposto compensatório (CPMF, com outro nome). Além disso, não coordena ações de sua pasta, como a reforma tributária, teto de gastos, orçamento.
O auxílio emergencial ajudou mais de 65 milhões de beneficiários diretos e o presidente viu a sua popularidade aumentar nas classes C, D e E e nas regiões norte e nordeste. A partir daí, em substituição ao Bolsa Família, cogitou-se criar o Renda Brasil (refutado sob a alegação de “não vou tirar do pobre para dar ao paupérrimo”) e, agora, busca-se formas de financiar o Renda Cidadã.
Nesse ponto, o governo mantém o erro de ter entregar ajuda do Bolsa Família (ou com outro nome), mas sem uma política de criação de condições sustentáveis para as pessoas não dependerem eternamente do auxílio estatal. Uma das possibilidades, é incentivar a reindustrialização em todo o Brasil e a criar zonas especiais nas regiões mais carentes, com a consequente geração de renda (salário, lucro, etc.), através de política de incentivo (fiscal, cambial) e controle seletivo das importações.
O mercado financeiro precifica as inseguranças, com disparada da cotação do dólar, queda da bolsa e alta das taxas de juros futuras.
Por outro lado, o governo tem política diplomática equivocada e prejudicial ao produtor local, como ter concedido a isenção de imposto de importação do álcool oriundo dos Estados Unidos.
O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, não cumpre sua obrigação de fiscalizar e proteger o meio ambiente, percebe (de braços cruzados) o aumento dos desmatamentos, das queimadas, etc. Diretamente não protege o meio ambiente e indiretamente prejudica o agronegócio, pois os nossos produtos brasileiros já são rejeitados externamente e a União Europeia ameaça não homologar o convênio com o Mercosul.
Além disso, o governo que não privilegia a educação, como, por exemplo, a possibilidade de criação de impostos sobre o livros. Prefere agradar à bancada evangélica, com a anistia do pagamento do INSS sobre os salários pagos pelas Igrejas e de multas pelo não cumprimento de obrigações acessórias a todos impostas.
No geral, o governo faz oposição a si mesmo, por falta de ação na saúde, economia e da adoção de políticas de desmantelamento da política ambiental, educacional e diplomática, com prejuízos para todos os brasileiros.