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(Brasília - DF, 22/09/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro, durante gravação de discurso para a 75ª Assembleia Geral da ONU. Foto: Marcos Corrêa/PR

Um discurso repleto de equívocos

Foto: Marcos Corrêa/PR (https://fotospublicas.com/presidente-da-republica-jair-bolsonaro-durante-gravacao-de-discurso-orientado-pelo-general-heleno-para-a-75a-assembleia-geral-da-onu/)

 

 

O presidente Jair Bolsonaro, no dia 22.09, discursou na abertura da 75a. Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, ONU.

No início afirmou “lamentar cada morte ocorrida” por causa do coronavírus, mas, no dia-a-dia, em atitudes e em pronunciamentos sempre se manifestou de outra forma, como quando falou “fazer o quê”, “todo mundo morre”, “é uma gripezinha”, “e daí”, etc.

Declarou ter alertado a necessidade de tratarmos simultaneamente o vírus e o desemprego, disse não ter responsabilidade pelos mais de 140 mil mortos pelo coronavírus no Brasil e asseverou ter combatido o contágio do vírus. A realidade é ter ele, desde o início da pandemia, privilegiado a economia e descartado qualquer medida preservadora de vida, negou a doença, foi um líder a prestar um péssimo exemplo para o povo, pois aglomerou, não tomou medidas protetoras, etc.

Sustentou ter decisão judicial delegado as medidas de isolamento e restrições de liberdade para os governadores, mas na realidade o Supremo Tribunal Federal, STF, definiu serem concorrentes de todos os entes federativos as atribuições da saúde, entretanto o governo federal se recusou a coordenar ações sanitárias preventivas e protetivas.

Assegurou ter a imprensa politizado o vírus, mas a verdade é ter ela realizado importante trabalho de utilidade pública de informação e orientação, enquanto o governo federal se omitiu e não fez campanha publicitária de informação.

Inflou os valores concedidos pelo governo a título de auxílio emergencial para o povo, quando declarou terem sido concedidos US$ 1.000 para 65 milhões de pessoas.

Exaltou o agronegócio nacional e ressaltou ser o Brasil vítima de campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal, apesar de ter sido respeitada a legislação ambiental. Isso não é verdade, pois o governo tem sido negligente quanto a preservação de suas florestas e de seus índios.

Culpou os indígenas e caboclos pelos incêndios na Amazônia e no Pantanal. Isso também é um engano, pois os índios são os maiores interessados na preservação de seu ecossistema e o homem é o único interessado em retirá-los da terra para criar gado, plantar e explorar os minérios.

Proclamou serem os focos criminosos do meio ambiente combatidos com rigor e determinação, um equívoco, pois o Ministério do Meio Ambiente age para enfraquecer a política ambiental, a falta de cuidado com o meio ambiente gera retaliações para o nosso agronegócio e nem pune e multa os grileiros, desmatadores, etc.

Alegou ter o Brasil sido vítima em 2019 de derramamento de óleo venezuelano, com sério prejuízos ao meio ambiente, mas na época o governo foi negligente na preservação do nosso litoral, do pescado e do turismo. Até o momento não conseguiu provar de onde veio o óleo.

Bolsonaro mostrou ser um orador capaz de proferir equívocos para uma plateia mundial e seus equívocos provaram estar o Brasil ingovernável.

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