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Foto: Marcos Correa/PR (https://fotospublicas.com/manifestacao-em-brasilia/)

Transformando “ordem e progresso” em “desordem e regresso”

Jair Bolsonaro protagoniza o governo mais inusitado ao não gerar progresso nacional e não garantir a manutenção da ordem pública.

Bolsonaro corrompeu um dos objetivos do feriado nacional, do dia 7 de setembro, dia de comemoração da independência nacional, ao promover e incentivar atos antidemocráticos. Convocou seus seguidores e eleitores a comparecerem às manifestações para apoiar o seu governo e suas invectivas reiteradas contra o Congresso Nacional e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De outro lado, seu governo não gera o progresso, por ser incompetente para gerir problemas nacionais, sem eficácia para combater a pandemia do coronavírus, a crise hídrica e energética, a inflação, o desmatamento e queimadas, etc.

Contraditoriamente, seus seguidores insistem em ostentar a bandeira nacional, a qual tem os dizeres “Ordem e Progresso”, justamente o contrário do que o atual governo tem feito.

As manifestações ocorridas foram políticas e não melhoram as condições de vida do povo brasileiro, além de radicalizar divisões na sociedade.

Grupos varejistas não aderiram a conclamação de seguidores para hastear ou colocar bandeiras do Brasil em suas lojas, com receio de boicotes de consumidores. Por sua vez, associações com objetivos de auxílio aos mais pobres, tiveram segmentação de seus membros, pró e contra Bolsonaro, com perda de importantes colaboradores. Essas ocorrências refletem as fragmentações políticas da nossa sociedade.

Bolsonaro compareceu e discursou nas manifestações de Brasília e de São Paulo.

Em Brasília, o presidente continuou a fazer atos pela desarmonia com os demais poderes e mostrou a intenção de proteger os seus admiradores que foram presos ou tiveram bloqueio de contas bancárias, quando disse: “Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil.

A seguir, Bolsonaro afirmou a intenção de convocar o Conselho da República, o qual tem competência para se pronunciar sobre intervenção federal, estado de defesa e de sítio, questões sobre a estabilidade de instituições democráticas, quer dizer é convocado para solucionar desordens no país, no caso colocar limites no próprio presidente, o qual não aceita conviver harmonicamente com os demais poderes.

Sem declarar explicitamente, Bolsonaro tem o desejo de essas manifestações populares servirem para pressionar os demais poderes a estarem servilmente aos seus anseios, com imposição de visão distorcida e  individualista, com quebra com a autonomia dos poderes e derrubada do sistema de ‘pesos e contrapesos’ de controle.

Politicamente, estes atos de desordem acirrarão os ânimos com os demais poderes, aumentará a instabilidade e teremos o presidente cada vez mais radical, isolado e com dificuldades de gestão da máquina pública.

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