Foto: Gleilson Miranda/ Secom (03/03/2015) (https://fotospublicas.com/dia-mundial-da-agua-e-comemorado-neste-domingo-2203/)
A sociedade capitalista é movida pela procura de produtos e serviços lucrativos, não sustentáveis, lesivos e agressivos ao meio ambiente, comprometendo o futuro das novas gerações.
Em Belo Horizonte, a Rua Professor Galba Veloso se entregou ao mercado, às soluções fáceis e lucrativas, assim como outras regiões, como alguns Condomínios de casas, concebidos originariamente para ter apenas ruas sem impermeabilização.
No dia 14.01.2020 a Prefeitura de Belo Horizonte asfaltou toda a Rua. Acabou o antigo calçamento irregular de pedra. Venceu a indústria das licitações do asfalto, dos interesses da indústria automobilística, do ouvido agudo dos usuários de automóveis incomodados com o mínimo ruído dentro do seu carro.
Nesse quadro, BH opta por ficar mais impermeabilizada e sofre as sequelas dessa escolha, como as catástrofes climáticas recorrentes (inundações, aumento da temperatura, queda de árvores, etc).
Quem perde? Perdemos todos, como sempre. Venceram as soluções sem sustentabilidade e as políticas públicas para solucionar as consequências mais visíveis, com a realização de obras milionárias para a construção de galerias, de piscinões, etc.
Entretanto deveríamos ter ações ecologicamente corretas para filtrar a água e usar melhor os recursos. Infelizmente, inexistem políticas públicas permanentes nesse sentido e, por isso, não só BH, mas todas as cidades adotam um modelo ultrapassado, incorreto e destrutivo dos recursos naturais finitos.
Deveríamos, urgentemente, adotar políticas públicas (com a atualização dos códigos de postura municipais, quando for o caso), em diversas frentes, seja para incentivar a construção de caixas de recargas em todos os imóveis, mantendo toda a água recebidas das chuvas no lençol freático e evitando o despejo delas nas ruas impermeabilizadas; o reaproveitamento das águas das chuvas; a instalação de energia solar; a coleta seletiva de lixo; a proibição do uso de utensílios de plásticos descartáveis; o incentivo à indústria automobilística de carros elétricos; o não subsídio a combustíveis fósseis; aumento da área verde, com o incentivo ao reflorestamento com árvores regionais; uso do calçamento ecológico das vias; multas para quem jogar lixo nas vias urbanas; etc.
As opções são conhecidas e podemos escolher entre ter um futuro melhor ou não, entre ter um ambiente equilibrado ou não, mas até o momento, muitos resistem e acreditam que o planeta chegará naturalmente ao equilíbrio.
O planeta, na realidade, não chegou ao atual quadro de degradação ambiental de forma natural e sim pela ação humana predatória e desordenada.
Por isso, o ser humano tem a obrigação de implantar as soluções sustentáveis. Elas são difíceis de aplicação, requerem esmero na implantação, exigem a conscientização da população, mas valem a pena para tornar o planeta (nossa casa) mais habitável, saudável e viável.