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Foto: Alan Santos/PR ()

Republicanamente barrado

Na República todos são iguais, indiferente de raça, cor, condição econômica ou cargo político.

A pandemia do coronavírus trouxe dificuldades para todos, com a convivência com as medidas preventivas contra o vírus, como isolamento social, vedação de aglomerações, uso de máscaras e desinfecção das mãos com gel.

O ano de 2020 foi marcado por polêmicas, protagonizadas e incentivadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com discursos e boicotes às medidas preventivas (isolamento, evitar aglomeração, uso de máscaras e de gel)`, afirmações impensadas e desrespeitosas às pessoas vítimas do vírus, como ser uma “gripezinha”, “não ser coveiro”, “Eu sou Messias, mas não faço milagre”, “todos iremos morrer um dia”, “Tem de deixar de ser um país de maricas”.

A catástrofe no enfrentamento da pandemia é causada pelo governo federal ter optado por manter o funcionamento normal da economia, aconselhado por comitê paralelo, composto por pessoas sem expertise na área de saúde, indicou tratamento precoce composto por medicamentos sem comprovação científica. Além disso, a CPI da Covid-19, do Senado, mostrou o governo federal ter adiado compra de vacinas e ter ignorado oferta de vacinas da Pfizer.

A vacinação teve a liderança exemplar e destemida do governo de São Paulo, João Doria, rompendo a letargia do governo federal. O primeiro vacinado no Brasil, foi com a vacina Coronavac, em São Paulo, no dia 17.01.2021.

Em 2021 tivemos a aceleração da vacinação, gerando a queda do número de internados e mortos. Chegamos em 08.04 a 4.249 mortos e em 09.10 tivemos o decréscimo para 404 mortos, números altos ainda, mas existe consenso de ser a vacinação a melhor solução para enfrentar a pandemia.

Os municípios, com vistas a aumentar o número de imunizados e consolidar os resultados da campanha de vacinação, têm adotado a exigência do  “passaporte da vacina” para a participação em eventos coletivos.

No dia 10.10 o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi republicanamente impedido de assistir, presencialmente, o jogo Santos e Grêmio, na cidade de Santos, pois não vacinou contra o coronavírus e, por isso, não tem condições de apresentar o comprovante de vacinação.

O presidente resiste em manter posição pessoal contra a vacinação, depois de perder o momento de se vacinar e ser um exemplo para a população. Agora, condena a exigência do passaporte da vacina, sendo um mau exemplo e podendo liderar cidadãos a investirem contra medidas de enfrentamento do coronavírus. No dia 10.10, em live, afirmou: “Por que passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora e falaram que tinha que estar vacinado. Pra que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou vacina”.

São ridículas atitudes individuais e negacionistas do presidente da República contra recomendações científicas para o enfrentamento do coronavírus, a recusa de vacinar e de apresentar o passaporte da vacina é somente mais uma.

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