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Foto: Bruno Aguirre (https://unsplash.com/pt-br/fotografias/casal-sentado-no-banco-uLMEcr1O-1I)

Projeções do IBGE apontam estagnação e declínio populacional no Brasil a partir de 2041

No dia 22.08, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou projeções baseadas no Censo Demográfico de 2022.

Nelas a população brasileira deve parar de crescer em 2041, atingindo o pico de 220,4 milhões de habitantes, antes de iniciar um declínio, com a expectativa de o Brasil ter em 2070 199,2 milhões de pessoas.

Além disso, as projeções mostram a queda na taxa de fecundidade, de 2,32 filhos por mulher em 2000 para 1,57 em 2023, devendo chegar a 1,44 em 2040. Este índice está abaixo da taxa de reposição populacional (2,1 filhos por mulher), o que indica que a população brasileira não conseguirá se manter estável a longo prazo. Ao mesmo tempo, a idade média da população atual de 35,5 anos, deve subir para 48,4 anos em 2070, sinalizando o envelhecimento da sociedade.

Essa mudança no perfil demográfico trará consequências e desafios para o Brasil.

O envelhecimento da população e o declínio da taxa de fecundidade pressionarão fortemente o sistema previdenciário. A proporção de contribuintes por aposentado diminuirá. Em 2070, cerca de 37,8% da população terá 60 anos ou mais, um aumento dramático em comparação com os 15,6% registrados em 2023.

Dessa forma, menos pessoas estarão contribuindo para a Previdência, teremos déficits crescentes, colocando em risco a sua sustentabilidade financeira. Estes dados mostram a necessidade de outra reforma previdenciária, como, por exemplo, a revisão de regimes especiais e aumento da base de contribuintes.

A redução da população em idade ativa, juntamente com o aumento da longevidade, também terá impacto no mercado de trabalho. A escassez de trabalhadores levará à diminuição da força produtiva do país, com possíveis aumentos de salários para atrair os poucos jovens disponíveis, mas também haverá uma desaceleração do crescimento econômico. Além disso, teremos a necessidade de políticas para manter os idosos no mercado de trabalho por mais tempo, como a ampliação da aposentadoria ativa e a capacitação de trabalhadores mais velhos.

Além disso, o envelhecimento populacional representará um aumento nos custos com saúde, já que idosos demandam mais serviços médicos e tratamentos mais complexos. O sistema de saúde precisará se adaptar para atender a essa nova realidade, com ênfase em cuidados de longo prazo, doenças crônicas e prevenção de incapacidades.

Por outro lado, o setor educacional poderá experimentar uma redução na demanda por escolas e universidades para atender a crianças e jovens, mas os recursos ociosos poderão ser redirecionados para capacitar as pessoas adultas e os idosos, dentro de programas públicos de educação continuada.

Com este quadro demográfico de envelhecimento da população, será crucial a implementação de políticas públicas voltadas para a adaptação, como reforma previdenciária, fortalecimento do sistema de saúde, incentivo à natalidade, educação continuada, aumento da produtividade do setor produtivo, entre outras políticas.

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