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Pandemia do Coronavírus: A sua pode não vacinar, mas a minha mãe vai

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Foto: John-Mark Smith (https://unsplash.com/photos/9QTQFihyles)

 

 

 

A sociedade é a soma de famílias na procura por fazer o melhor para os seus entes queridos. Idealmente, se todos cuidarem dos seus familiares, alcançaremos um nível mais próximo do bem estar social.

Nesse contexto, a questão da vacina contra o coronavírus não é diferente.

As frequentes polêmicas sobre vacinar ou não, tomar a vacina Coronavac ou a Oxford, ser obrigatória ou não, aguçaram discursos ideológicos contra as orientações da ciência e, não temos a esperada ponderação.

Ao final, os entusiastas contra a vacinação não se convencem do contrário e os defensores da vacinação ficam inarredáveis em sua posição.

O mundo moderno ultrapassou o momento onde os ideais religiosos ditavam o dia-a-dia nas decisões de saúde. Hoje, prevalecem as orientações da ciência, mas as recentes rixas políticas geraram polarização (nós contra eles), com discussões ideológicas intermináveis e perda da razão na tomada de decisão.

Em meio à polêmica, os meios de comunicação exercem papel primordial na divulgação de medidas preventivas contra o vírus e da importância da vacinação, pois o governo federal não atuou para fazer campanha de conscientização, pelo contrário, muitos atuaram para desestimular medidas preventivas e até polemizaram sobre a conveniência de se vacinar.

O tema da vacinação é de segurança sanitária, não deveria ser politizado.

O Supremo Tribunal Federal (STF), nos dias 16 e 17.12.2020, julgou e firmou entendimento sobre ser a vacinação compulsória.

Infelizmente, o nosso presidente deveria ser um bom exemplo a seguir, mas excedeu ao praticar atos a serem ignorados. Durante a pandemia alegou serem inevitáveis as mortes, disse que as pessoas morrem um dia mesmo e o vírus acomete somente os mais vulneráveis, defendeu a não-obrigatoriedade da vacina e disse “não será obrigatória esta vacina e ponto final”, afirmou “não vou tomar”, desprezou a vacina Coronavac por receio de favorecer seu adversário político, afirmou não precisar ser vacinado por já estar protegido por ter contraído o vírus.

Felizmente, na família do presidente nem todos assim pensam. No dia 24.11.2020, a nora do presidente, esposa de Eduardo Bolsonaro, em conversa na rede social Instagram, chamou de “coisa de retardado” grupos opositores da imunização, nestes termos: “Geórgia toma e tomará todas vacinas para cada fase. Não sabia que existia um movimento antivacina, mas agora sabendo, só pode ser coisa de retardado. Depois quando o filho tiver uma doença, quero ver ele agradecer aos pais por terem poupado ele da dor do ‘pic’…

Agora, o presidente, longe de suas retóricas políticas e no âmbito familiar, agiu como bom filho e, acertadamente, autorizou sua mãe (com 93 anos) a ser vacinada, dia 12.02, em Eldorado, São Paulo. Não foi informado se ela foi vacinada com a Coronavac ou Oxford. Desejamos boa saúde e vida longa para ela.

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