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Foto: Christin Hume (https://unsplash.com/pt-br/fotografias/pessoa-usando-laptop-Hcfwew744z4)

Os desafios corporativos e públicos para enfrentar a nova configuração do mercado de trabalho

No mundo corporativo contemporâneo, os ensinamentos de visionários como Henry Ford ressoam entre a turbulência dos tempos modernos. Há mais de um século, Ford desafiou convenções ao priorizar a redução de preços dos carros e o aumento dos salários dos empregados, em detrimento dos interesses exclusivos dos acionistas. Suas lições sobre gestão de pessoas e eficiência operacional continuam relevantes hoje, em meio às complexidades do mercado global.

Henry Ford revolucionou a fabricação de automóveis com a implementação da linha de montagem móvel, que aumentou significativamente a eficiência produtiva. Além disso, ele reconheceu a importância de mitigar os efeitos do trabalho repetitivo e estafante, elevando os salários e reduzindo a jornada de trabalho de seus funcionários.

O exemplo é relevante para ser estudado e adaptado, com as modificações à realidade concreta, onde temos restrições aos direitos trabalhistas e  a rápida adoção de novas tecnologias, como a inteligência artificial e a uberização, onde surge a necessidade de repensar a gestão de pessoas e a formação de mão de obra qualificada, um desafio complexo enfrentado por todas nações.

A automação, em suas diversas formas, tem contribuído para a reconfiguração do mercado de trabalho, restringindo ou extinguindo , nas cidades e no campo, postos de trabalho que envolvem atividades repetitivas facilmente automatizáveis. Enquanto isso, os jovens demonstram uma preferência crescente por ocupar cargos mais qualificados, recusando-se a assumir trabalhos que exigem esforço físico constante ou que são meramente mecânicos. No entanto, muitos destes jovens carecem da qualificação necessária para preencher essas posições, criando um descompasso entre as demandas do mercado e a disponibilidade de talentos.

Essa dicotomia resulta em vagas de emprego qualificadas e cobiçadas sem preenchimento, enquanto empregos de baixa qualificação têm dificuldades em atrair candidatos. Diante desse cenário, as empresas agilizam o processo de automação de atividades manuais repetitivas e aumenta a necessidade de capacitar e formar indivíduos para assumirem cargos qualificados. No entanto, essa formação deve ser rigorosa em termos de horários, desempenho acadêmico e competências técnicas, evitando armadilhas comuns encontradas em programas educacionais desatualizados.

A formação da mão de obra para os desafios tecnológicos do mundo contemporâneo não é um empreendimento de curto prazo, mas sim um compromisso de longo prazo com a educação e o desenvolvimento contínuo das habilidades cognitivas necessárias para enfrentar os desafios do mercado de trabalho em constante evolução.

Portanto, diante desse quadro, é imperativo que governos, empresas e instituições educacionais colaborem de forma estratégica e coordenada para promover uma educação de qualidade e acessível, capaz de preparar os indivíduos para as demandas do mercado de trabalho.

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