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Os abusos no uso de recursos públicos, de reputações e de religiões

Estas eleições são marcadas pela fraude, não da urna, mas sim das regras do jogo, da quebra da isonomia, do uso de recursos públicos para mudar resultados eleitorais.

O atual governo esperou nas vésperas das eleições para fazer mudanças com o objetivo de ter ganhos eleitorais.

Fez PECs inconstitucionais (do ICMS, dos precatórios, dos benefícios, etc.), mudou regras para liberar dinheiro para os benefícios sociais, os bancos públicos liberaram crédito consignado  para beneficiários do Bolsa Família, acabou com o teto de gastos, etc.

Isso é ilegal, é dinheiro público sendo lançado para beneficiar uma candidatura específica, em uma autêntica roleta para conseguir votos, quer dizer, compra de votos com o uso de dinheiro público.

Bolsonaro desejava o STF ter julgado essas PECs inconstitucionais e, dessa forma, ter obstruído o reajuste do Bolsa Família, para, a partir daí, ter ganhos eleitorais ao posar como defensor dos pobres.

Em seus primeiros três anos de governo não se preocupou com o preço da gasolina, dos alimentos e nem com o valor do Bolsa Família, mas às vésperas das eleições inundou a economia com dinheiro público e usou de meios artificiais para baixar a inflação e criar uma bolha de crescimento econômico (com fôlego curto).

Essas medidas ilegais fizeram Bolsonaro passar para o segundo turno. Regras do jogo eleitoral foram rasgadas, instituições de Estado estão sendo coagidas para não agir ou agir politicamente. Não, o presidente não pode fazer tudo o que quiser e deve respeitar os limites legais, aplicáveis a todos.

Os atos são feitos, as palavras são ditas e esperam a impunidade da justiça e do eleitor.

Apesar de tudo, existem pessoas envergonhadas de apoiar o presidente. No dia 13.10 o coach Pablo Marçal, em live do presidente da República, pediu para os apoiadores “colocar a sua reputação um pouquinho de lado” para ajudar na campanha. Em primeiro lugar, nenhum candidato quer apoiador com essa fala, dando a entender ser o apoio prejudicial à reputação. Além disso, porque os apoiadores têm de deixar sua reputação de lado?  Por apoiar um candidato conhecido por fazer ataques ao povo brasileiro, aos inocentes doentes com Covid, às mulheres, etc.

Já no dia 12.10, Bolsonaro foi a Aparecida do Norte e não teve apoio explícito do bispo, como recebe de alguns pastores evangélicos. Dessa forma, seus apoiadores intimidaram fiéis e profissionais da imprensa. O bispo Mauro Morelli publicou em suas redes sociais (Twitter): “Bolsonaro em Aparecida comportou-se como Agente de Satanás. Desrespeitou a Mãe de Jesus e seus outros filhos e filhas, peregrinos famintos de vida com dignidade e esperança. Com seus endiabrados seguidores deveriam ser presos em flagrante como arruaceiros. São Miguel, cuidado!

Estes atos públicos são inaceitáveis, principalmente vindos do principal mandatário político do Brasil.

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