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O aquecimento global tem gerado mudanças climáticas e catástrofes, como ocorridas recentemente em São Paulo e Rio de Janeiro, com perdas materiais, de vidas e transtornos para a população.
No dia 08.04 último o Rio de Janeiro teve uma das maiores enchentes de sua história. Morreram 10 pessoas e o município, principalmente a zona sul, tinha um cenário de destruição com ruas tomadas por lama e água, carros destruídos e abandonados, deslizamento de encostas, árvores caídas, rompimento de tubulações, risco de desabamento. No dia seguinte as aulas da rede de ensino, pública e privada, foram suspensas.
A cidade Belo Horizonte, outrora chamada cidade jardim, por seu clima ameno e o grande número de árvores, hoje convive com calor insuportável e queda da umidade relativa do ar.
O aquecimento é um fenômeno geral, ocorre em todo o Brasil e agrava a saúde das pessoas, com aumento dos problemas respiratórios.
A mudança climática advém não por fenômenos naturais e sim do planejamento urbano feito pelo homem, com a impermeabilização de todo o solo. Tivemos a urbanização acelerada, sem controle, com a presença maciça de concreto e asfalto, absorvedores de calor. Com a diminuição das áreas verdes, a água não infiltra no solo e corre na superfície, diminuindo a evaporação que auxiliaria no resfriamento do ar.
O aumento da temperatura causa o aumento de chuvas nas regiões metropolitanas. O calor do dia, provocado pelo excesso de concreto e asfalto, deixa o ar leve e com tendência a subir, o ar resfria e caem fortes pancadas de chuvas.
As consequências são visíveis, com o aumento do número de catástrofes e o soterramento de barracos, desabamento de encostas de morros, morte de pessoas, inundação de vias urbanas, congestionamento, perda de veículos, danos materiais, etc. No caso específico dos automóveis, a maioria dos sinistros são devidos a enchentes, alagamentos, chuvas de granizo.
A solução passa pelo planejamento das regiões urbanas, levando em conta a necessidade da convivência da forma de moradia moderna e das áreas naturais. Deve-se proteger as áreas verdes existentes e criar outras, bem como incluir novos lagos nas cidades. A política pública também deve prever a diminuição da emissão de calor, por veículos e pelas indústrias. Todos esses fatores podem gerar o equilíbrio térmico, aumentar a evaporação e permitir o resfriamento do ar.