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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2022-07/estadio-da-associacao-atletica-portuguesa-na-ilha-do-governador-zona-norte-da-cidade-o-clube-vai-receber-da-prefeitura-doacao-de-parte-1)

Manifestações de junho de 2013 no Brasil: O despertar da indignação e busca por mudanças

Completamos 10 anos das manifestações iniciadas em 06.06.2013, quando milhares de manifestantes, ligados ao movimento Passe Livre, fizeram protesto contra a elevação das tarifas de ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,20 em São Paulo, com confronto com a polícia, interdição de ruas, atos de vandalismo, estações de metrô depredadas.

No dia 11.06 as manifestações se tornaram mais violentas, com confronto com a polícia, 20 pessoas detidas, ônibus queimados, estações de metrô depredadas, vitrines quebradas. Os manifestantes jogaram pedras, paus e coquetéis molotov contra a polícia, que atirou balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta. A partir daí, os líderes do movimento Passe Livre disseram ser contra a violência e terem perdido controle das manifestações.

No dia 13.06 a polícia tentou evitar que os manifestantes chegassem na Avenida Paulista, em São Paulo. Houve confronto e a polícia reagiu com violência, com dezenas de pessoas feridas e 192 detidas.Políticos manifestaram preocupação com a violência policial e contra o vandalismo.

As manifestações de São Paulo passaram a se repetir pelo país.

O que era para ser um protesto contra o aumento de R$ 0,20 na passagem ganhou novos pleitos, como melhor saúde, educação, serviços públicos em geral, contra a corrupção.

As autoridades públicas não sabiam o que fazer, pois reprimir o movimento tornava os protestos mais violentos, com pessoas feridas de ambas as partes. De repente, todas as propostas apresentadas para melhoria dos serviços públicos não eram aceitas.

Em um movimento dito apartidário, no dia 20.06 mais de um milhão de pessoas foram às ruas pelo país, em pelo menos cem cidades, com pichações, depredações de prédios públicos, pessoas detidas, etc.

Estes protestos ocorreram em um momento que deveria ser de festas, por ser o país a sede da Copa do Mundo, mas a exposição serviu de cenário para a população mostrar toda a sua indignação e insatisfação com os serviços públicos recebidos, protestar contra o país ter recursos para construir dezenas de estádios milionários e não conseguir ter serviços públicos dignos de um país sede da Copa do Mundo.

O movimento ganhou força com a ajuda das redes sociais, que permitiram uma rápida disseminação das informações e a mobilização de um número cada vez maior de pessoas. Os protestos foram marcados por uma atmosfera de indignação e descontentamento generalizado, reunindo pessoas de diferentes idades, classes sociais e orientações políticas.

As manifestações de junho de 2013 representaram um despertar político e social no Brasil, com demonstrações de insatisfação e da vontade de mudança por parte da população. Embora as reivindicações e demandas tenham sido variadas e muitas delas ainda estejam em aberto, esses protestos deixaram um legado de maior engajamento cívico e uma busca por uma sociedade mais justa e transparente.

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