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Iniciados os julgamentos dos ataques de 08.01

No dia 08.01 seguidores de Jair Bolsonaro efetuaram depredação e destruição de prédios dos 3 Poderes, em Brasília, e os responsáveis estão sendo investigados, presos e julgados.

Essas manifestações extremistas foram organizadas nas redes sociais, com o intuito de “cercar Brasília” e “parar tudo”. Cerca de 100 ônibus chegaram a Brasília, com financiamento das passagens, da alimentação e da acomodação.

A reação foi imediata. No mesmo dia 08.01 foi determinada a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal (DF), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha, por 90 dias. No dia 09.01, o presidente Lula liderou uma caminhada até os prédios atacados, juntamente com representantes dos 3 poderes e dos governadores, demonstrando a união da classe política para rechaçar e enfrentar os atos golpistas.

Mais de 1500 pessoas, envolvidas nos ataques de 08.01, foram encaminhadas para a Polícia Federal. A maioria foi presa e cerca de 599 foram liberados por questão de problemas de saúde, situação de rua e mães acompanhadas de crianças.

No dia 12.01 o ministro Alexandre Moraes, do STF, frisou o comportamento ilegal e criminoso dos investigados não se confundir com o direito de reunião ou livre manifestação de expressão e se reveste, efetivamente, de caráter terrorista, com a omissão, conivência e participação dolosa de autoridades públicas (atuais e anteriores), para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado das eleições de 2022, com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção.

A Procuradoria Geral da República (PGR) protocolou denúncias contra os envolvidos e pediu bloqueio de valores para obter o ressarcimento dos prejuízos ocorridos.

No dia 20.01 a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Lesa Pátria para identificar participantes, financiadores e fomentadores dos ataques de 08.01. Desde então, a cada fase cumprida, as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, vivem receosas e estressadas ao ouvir sirene, com receio de serem presas.

Muitos participantes foram manipulados por instigadores anônimos, dispostos a incentivar práticas delituosas contra o Estado Democrático de Direito, os quais agora se escondem sob o manto do anonimato. Infelizmente, nem todos os instigadores serão identificados, presos e julgados, mas os executantes dos ataques ficaram fragilizados com a divulgação de imagens das câmeras e até de filmagens postadas por eles mesmos nas redes sociais.

No dia 18.04, ao completar 100 dias do ataque, o STF iniciou o julgamento para tornar ou não réus 100 pessoas denunciadas, quando o ministro Alexandre de Moraes afirmou serem inconstitucionais condutas: “pleiteando a tirania, o arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos, como se verifica pelas manifestações criminosas ora imputadas ao denunciado”.

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