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Foto: Jeremy Bezanger (https://unsplash.com/photos/8SVJq__StNM)

Inflação dispara nos itens ligados a automóveis

Foi realizada pesquisa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) do índice de inflação, dos últimos 12 meses, encerrado em março, dos gastos com veículos no Brasil, a pedido do Estadão/Broadcast, segundo artigo publicado no dia 28.03, elaborado por Daniela Amorim e Vinicius Neder, sob o título “Inflação do motorista chega a 17% em 12 meses”.

O levantamento foi feito com base em dados do Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10) e a cesta de produtos inclui preços de veículos, combustíveis, peças, serviços correlatos e tarifas públicas, como multas e licenciamento.

Os índices mostram objetivamente o percebido pelos proprietários e usuários, com acúmulo de alta de 17,03%, bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que acumula alta 10,79% em 12 meses até março.

Matheus Peçanha, pesquisador do FGV/Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), disse: “Combustível é o foco, mas, com a retomada das atividades pós-pandemia, a gente pode ver novos reajustes em serviços que estavam meio congelados, como oficina, por exemplo”.

Os combustíveis vinham sofrendo reajustes, devido a disparada do dólar em 2020 e 2021 e tiveram novo impulso com a invasão da Ucrânia, devido  Rússia ser grande produtor de petróleo.

Os reajustes dos combustíveis têm gerado intensos debates sobre as soluções, como a criação de subsídios, o fim da paridade de preços dos derivados do petróleo ao dólar, a defesa da privatização da companhia, a retirada de impostos, etc. Enquanto isso, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tomou a decisão política de trocar o presidente da empresa, de caráter simbólico, pois não temos sinalização de mudanças efetivas na forma de reajuste dos combustíveis.

Os preços dos veículos novos e usados dispararam, devido a falta de peças por problemas logísticos na pandemia. Esse aumento acarretou, na mesma medida, o incremento dos preços de manutenção dos veículos (peças, mão-de-obra, etc.) e dos seguros.

A inflação ao motorista tem sido percebida no dia a dia, com a diminuição do número de carros circulando nas cidades, mas o índice da inflação ao motorista, constatado pela FGV de 17,03% nos últimos doze meses, é pequeno quanto ao sentido pontualmente pelos consumidores em seus gastos diários e com a perda do poder aquisitivo.

Assusta a inflação do motorista, mas o impacto maior na vida do cidadão em geral não foi objeto da pesquisa da FGV, que é o aumento do preço do diesel no preço do principal modal de transporte do país, o rodoviário, e sua repercussão com reajustes em cascata dos alimentos e reflexos negativos na mesa dos brasileiros. Esse efeito é o principal a ser evitado pelas autoridades públicas, evitando o aumento da fome, da miséria e da carestia no país, e evitando os tristes momentos vividos pelo país após a crise do petróleo de 1973, com a disparada da inflação e dos juros.

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