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Guedes: o agitador

Foto: PIIE/Jeremey Tripp (https://fotospublicas.com/washington-dc-27-11-2019-paulo-guedes-ministro-da-economia-do-brasil-discutiu-a-economia-brasileira-e-a-agenda-economica-do-governo-em-26-de-novembro-de-2019-no-instituto-peterson-de-economia-inter/)

 

 

 

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende implantar no Brasil uma agenda liberal, inspirada no Chile, e trabalha para ter uma economia com maior participação da iniciativa privada, desburocratização, desregulamentação, desindexação e desvinculação das receitas, privatizações, simplificação tributária, diminuição de impostos de importação, reforma administrativa, cortes de despesas, teto unificado de gastos em educação e saúde, desoneração de encargos do empregador, Banco Central independente, retirada de subsídios da cesta básica, etc.

A Reforma da Previdência foi aprovada, mesmo sem ter as ideias de Guedes de capitalização e regime de receitas sem a participação patronal.

Um dos momentos marcantes de Guedes foi dia 03.04, na explicação da  proposta de Reforma da Previdência, na Câmara Federal, quando o deputado federal Zeca Dirceu, do PT, afirmou “o senhor é tigrão quando mexe com aposentados e tchutchuca com privilegiados” e Guedes respondeu “tchutchuca é a mãe”.

A partir do dia 18.10, o maior exemplo mundial de liberalismo, o Chile, passou a ter manifestações por melhores condições sociais e benefícios previdenciários.

O governo paralisou a agenda de reformas, temendo a repetição dos protestos no Brasil, principalmente após a soltura do ex-presidente Lula, no dia 08.11, o qual centrou suas críticas na política econômica de Guedes e na atual situação social (desemprego, pobreza, precarização das relações de trabalho, redução do poder de compra e novas regras de aposentadoria), chamando-o de “demolidor de sonhos” e “destruidor de emprego e de empresa pública”.

A oposição divulgou a agenda de 2020 das datas de manifestações contra a atual política econômica.

Pressionado, Guedes, no dia 25.11, afirmou ser uma irresponsabilidade a esquerda chamar o povo para a rua e declarou: “Não se assustem se alguém pedir o AI-5.”. A seguir, disse ser a atual política fiscal forte, com inflação e juros baixos, sendo normal termos um câmbio mais alto.

Essas declarações agitaram os meios econômicos, políticos e fez  a alegria dos especuladores financeiros.

Nos dias seguintes o dólar atingiu as maiores cotações depois da implantação do Real, o Banco Central interveio com vendas de dólares e diversos produtos foram remarcados, como a gasolina e as carnes, gerando expectativa de aumento da inflação e dos juros.

Já quanto a declaração sobre a reedição de um novo AI-5, lideranças políticas e representantes do Legislativo e do Judiciário condenaram as afirmações de Guedes, considerando a cogitação completamente inconcebível no ambiente democrático do Brasil. O Presidente do Supremo Tribunal Federal, STF, Dias Toffoli, disse “não se constrói o futuro com experiências fracassadas do passado”.

As declarações de Guedes o colocaram em evidência, inclusive o titularizaram como culpado de, passados quase um ano do novo governo, os mesmos problemas sociais continuarem.

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