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Os grupos políticos extremos agem com violência e semeiam o caos para desestabilizar a democracia e o governo, com atitudes de intolerância. Suas paixões os alimentam para alcançar os seus objetivos.
O Brasil, desde o processo de redemocratização, passa por ondas de descontinuidade de políticas públicas.
O governo do PSDB foi marcado por forte controle monetário e fiscal para manter o controle da inflação. Houve o processo de privatização das empresas de telefonia, da Vale, etc., e tivemos a aprovação da reeleição.
O governo do PT assume com discurso contra a política dita neoliberal e o controle rígido monetário. Foi caracterizado pela prioridade para as políticas sociais e das minorias. Manteve a política econômica e honrou contratos. Implantou o programa Fome Zero, de cotas, luz para todos, minha casa minha vida, etc. O escândalo do Mensalão desnudou um esquema de pagamento aos parlamentares da base. A crise mundial de 2008 não afetou, de início, o Brasil devido a adoção de medidas anticíclicas de expansão do consumo, do crédito e de investimento. Lula terminou o mandato com alto índice de popularidade e conseguiu eleger Dilma. O governo Dilma manteve os investimentos e a política de expansão do consumo, mas interviu em setores sensíveis e quebrou contratos, como os de energia e de juros. O governo Dilma nunca teve a mesma credibilidade e carisma do de Lula. A partir de 2014 o Brasil sofre os efeitos da recessão mundial. Apesar disso, Dilma conseguiu se reeleger, sofreu forte oposição, os fundamentos econômicos ficaram frágeis, teve de adotar medidas antipáticas. Em 2016, Dilma sofreu impeachment.
O governo de Michel Temer, do PMDB, conseguiu aprovar a lei do teto de gastos e a reforma trabalhista. Ficou estagnado após os escândalos de corrupção da JBS. Em 2018 a economia ressentiu os efeitos da greve de caminhoneiros.
O governo do PSL, de Jair Bolsonaro, tem como meta tornar o Brasil mais liberal e ter menos impostos. Tem uma política econômica liberal e pretende implementar uma reforma previdenciária, tributária e privatizar o máximo de estatais. A sua espinha dorsal administrativa é composta por profissionais militares e os seus ministros, exceto os do Transporte, da Saúde e da Agricultura, são caracterizados por atitudes teatrais inesperadas para conseguir repercussão nas mídias sociais e, com isso, manter engajado o seu eleitorado.
Desde 1995 no Brasil alterna governos com atitudes para interromper políticas públicas anteriores, com discursos para dividir o eleitorado, sem conseguir e não ter a intenção de unir os brasileiros para ter um governo amplo e disposto a atender o maior número de reivindicações. A oposição insiste em ser “do contra”, em fazer diferente, em descontinuar, e, dessa forma, o eleitorado não acha propostas ponderadas de continuidade para aprimorar o que está funcionando bem, reformar o ultrapassado e implantar melhorias para o povo.