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Brasilia DF 02 07 2020Plenário do Senado Federal durante sessão solene (remota) do Congresso Nacional destinada à promulgação da Emenda Constitucional nº 107 de 2020, que "Adia, em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19), as eleições Municipais de outubro de 2020 e os prazos eleitorais respectivos".A Emenda Constitucional 107/2020, decorrente da PEC 18/2020, adia as eleições municipais de outubro para novembro deste ano.Participam:vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP); presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP); presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso; 3º secretário da Mesa da Câmara dos Deputados e ministro das Comunicações, deputado Fábio Faria (PSD-RN);deputado João Roma (Republicanos-BA); 2º suplente de secretário da Mesa Diretora do Senado Federal, senador Weverton (PDT-MA); 2º secretário da Mesa Diretora do Congresso Nacional e líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Convenções partidárias e candidatos

Foto: Roque de Sá/Agência Senado (https://fotospublicas.com/emenda-constitucional-no-107-de-2020-que-adia-em-razao-da-pandemia-do-coronavirus-covid-19-as-eleicoes-municipais-de-outubro-de-202/)

 

 

 

Os dias atuais antecedem as convenções partidárias para a escolha dos candidatos participantes das eleições municipais 2020, momento importante para o surgimento de novos líderes.

Raymundo Faoro, no artigo “A lâmpada e as mariposas”, publicado na Revista Isto é Senhor, número 1063, de 31.01.1990, folha 23, descreve a alegoria da lâmpada e das mariposas. A compara à metafísica política onde a lâmpada chama os candidatos e esses fogem da lâmpada. Os encantos da política atrai os candidatos e esses são repelidos pelas infinitas armadilhas espinhosas.

No artigo se afirma não serem os cargos, muitas vezes, preenchidos com os melhores nomes da política nacional, quando diz: “Os cargos se preenchem porque devem ser preenchidos, ainda que poucos e concentrados. Preenchem-se com os restos, com as sobras, com o que sobejou das preferências frustradas”. Apesar de existirem gestores e legisladores exitosos no trato da coisa pública, infelizmente a realidade do Brasil de ontem é a mesma de hoje, e, muitas vezes, estamos entregues aos ditames de muitos líderes inaptos para impor projetos e políticas públicas eficazes.

Também o artigo demonstrou a descrença nacional com a classe política, quando afirma: “As mariposas vêem a lâmpada, mas não acreditam na sua luz?”.

É desencorajador o quadro da política do país, onde se constata exemplos diários de corrupção, por pessoas ocupantes de altos cargos públicos e, no outro extremo, vemos atitudes honradas de pessoas humildes (desprovidas do mínimo para sobreviver). Então os bons exemplos devem ser valorados, mostrados e estampados como marcos a serem seguidos, e, da mesma forma, os maus exemplos devem ser publicados, sem muito alarde, para não se ter a impressão de ser normal agir errado.

Apesar de todas dificuldades, é preciso renovar a política, com pessoas de diversas origens (raça, cor, gênero, etc.) e com os melhores nomes da vida pública nacional (academia, empresários, trabalhadores, etc.), dotados de sensibilidade para ouvir e entender as necessidades das pessoas, principalmente dos mais humildes. Adicionalmente, é imperativo estarem os candidatos repletos de idealismos para realizar o bem comum e não se entregarem a práticas ilícitas, imorais e inadequadas.

Em tempo de redes sociais, os eleitores devem ficar desconfiadas com fake news e receosos de publicações tendenciosas feitas por candidatos, contendo acusações contra seus opositores. O ideal é a formação de conceitos sobre todos os candidatos a partir de informações do maior número possível de fontes. Dessa forma, poderemos valorar as atitudes corretas e manter no ostracismo os políticos com práticas inaceitáveis de lidar com a coisa pública, pois somente com a seleção contínua dos melhores candidatos é possível atingir a excelência e, por isso, devemos manter vigilância das práticas dos eleitos e lembrar o seu histórico no momento de exercer o nosso direito de voto.

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