O deputado federal, Elias Vaz (PSB-GO) e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) acionaram o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a aquisição de 35 mil do medicamento genérico do Viagra (sildenafila) pelas Forças Armadas (28.320 para a Marinha, 5 mil para Exército, 2 mil para Aeronáutica), e de 60 próteses penianas (10 a 25 centímetros e infláveis) para o Exército, ao custo total de R$ 3,5 milhões, que constam no Portal Transparência e no Painel de Preços do governo federal.
No dia 13.04 o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu a compra do genérico do Viagra para tratar suposta hipertensão e doença reumática: “As Forças Armadas compram Viagra para combater a hipertensão arterial e, também, as doenças reumatológicas…. A quantidade para o efetivo das três Forças, obviamente, muito mais usado pelos inativos e pensionistas”.
No mesmo dia, o Ministério da Defesa, emitiu nota para a imprensa explicando ser o remédio genérico do Viagra usado para tratamento de hipertensão: “A aquisição de Sildenafila visa ao tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). Esse medicamento é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de HPA. Por oportuno, os processos de compras das Forças Armadas são transparentes e obedecem aos princípios constitucionais”.
O Exército emitiu nota sobre a compra de próteses penianas e explicou o sistema de saúde do Exército atender cerca de 700 mil pessoas, com recursos do Fundo de Saúde do Exército, sendo obrigação atender a pacientes do sexo masculino vítimas de diversas enfermidades, inclusive as que requerem a implantação da prótese peniana: “O Centro de Comunicação Social do Exército esclarece que foram adquiridas apenas 3 (três) próteses penianas pelo Exército Brasileiro, em 2021, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército (FUSEx) e não 60 (sessenta), conforme foi divulgado por alguns veículos de imprensa. Cabe destacar que os processos de licitação atenderam a todas as exigências legais vigentes, bem como às recomendações médicas”.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 17.05.2021, na saída do Palácio da Alvorada afirmou ser imbrochável: “Fique tranquilo. Já falei que sou imorrível, imbrochável e também sou incomível… Nós levamos porrada 24 horas por dia. Mas as pessoas não entendem que eu sou imbrochável”. Infelizmente, hoje, ele não explicaria se faz uso do Viagra ou da prótese peniana para ser um “imbrochável”, pois, como em outras ocasiões, alegaria a informação estar protegida pelo sigilo de 100 anos.
As informações prestadas do uso dos medicamentos foram contestadas por especialistas e o TCU e a Polícia Federal devem apurar possíveis desvios de conduta e de finalidade no uso de dinheiro público para as compras efetuadas pelas Forças Armadas.