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Foto : Cadu Gomes/VPR (https://www.fotospublicas.com/acervo/cotidiano/19-01-2024-vice-presidente-da-republica-geraldo-alckmin-durante-a-cerimonia-de-inauguracao-da-estacao-de-tratamento-de-esgoto-de-pitangueiras-sp.-foto-:-cadu-gomes-vpr)

Censo 2022 revela avanços e obstáculos no saneamento básico brasileiro

Foi divulgado dia 23.02 dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações sobre o panorama do saneamento básico no Brasil.

Houve avanço na coleta de esgoto, que atingiu 62,5% dos domicílios em 2022, representando um aumento considerável em relação a 2000 (44,4%) e 2010 (52,8%).

De acordo com a pesquisa, as soluções mais comuns para esgotamento sanitário no país são a “Rede geral ou pluvial” (58,3%) e a “Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede” (13,2%), sendo esta última considerada adequada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Contudo, ainda há desafios, pois 24,3% da população, equivalente a 49 milhões de pessoas, utiliza recursos precários para o esgotamento sanitário.

Na análise das unidades da federação todas tiveram aumento da população residindo em domicílios com coleta de esgoto.  São Paulo destaca-se positivamente, atingindo 90,8%, enquanto o Amapá apresenta uma taxa preocupante de 11,0%.

Já a análise regional revela que a região Sudeste lidera em acesso à coleta de esgoto, atingindo 86,2%, enquanto a região Norte apresenta a menor taxa, com 22,8%.

Em 2022, 3.505 municípios brasileiros apresentavam menos da metade da população morando em domicílios com coleta de esgoto, enquanto em 2.386 municípios menos da metade dos habitantes residia em domicílios com esgotamento por rede coletora ou fossa séptica.

No que diz respeito ao acesso a banheiros, o Censo 2022 mostra que 97,8% da população brasileira possui pelo menos um banheiro de uso exclusivo em seus domicílios. Esse número representa um aumento de 5,5 pontos percentuais em comparação com o Censo 2010. No entanto, 367 mil domicílios no Brasil ainda carecem de banheiros, afetando 0,6% da população.

A pesquisa também abordou o destino do lixo, revelando que 90,9% da população reside em domicílios com coleta direta ou indireta de lixo. Os tipos de descarte mais frequentes foram o “Coletado no domicílio por serviço de limpeza” (82,5%) e o “Depositado em caçamba de serviço de limpeza” (8,4%).

Além disso, o Censo 2022 também trouxe dados sobre o tipo de domicílio no Brasil. O levantamento revelou que a maioria da população (84,8%) reside em casas, seguida por apartamentos (12,5%). O aumento na proporção de pessoas que vivem em apartamentos foi observado nacionalmente, especialmente nos grandes centros urbanos.

O IBGE enfatizou que, embora o país tenha avançado, há desafios a serem superados para garantir um acesso mais equitativo aos serviços básicos de saneamento. A coleta de esgoto foi ressaltada como o serviço mais desafiador, demandando infraestrutura mais complexa, via investimento contínuo e políticas públicas para melhorar o acesso da população brasileira a serviços essenciais de saneamento básico.

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