No momento, você está visualizando Brasil vive carestia, com escassez de produtos, inflação e perda do poder aquisitivo
Foto: Gayatri Malhotra (https://unsplash.com/photos/Vkxj1YM-HgQ)

Brasil vive carestia, com escassez de produtos, inflação e perda do poder aquisitivo

O Brasil vive um momento perfeito de carestia, com a conjunção de queda da oferta de produtos, ampliação da demanda episódica e elevação dos preços dos produtos essenciais.

A carestia, segundo o Dicionário Aurélio, é a “alta de bens essenciais à sobrevivência; escassez de um produto em específico. Ação de encarecer o preço do custo de vida. Preço alto; preço que se encontra fora da realidade; preço acima do valor comum.

A pandemia gerou problemas logísticos no mundo, devido interrupção do transporte por surtos de Covid-19 e alterações padrão de consumo, causadas pelo isolamento social, onde as pessoas deixaram de consumir serviços e passaram a adquirir produtos, como materiais de construção, móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, etc. Além disso, o Brasil teve a majoração da cotação do dólar. Tudo isso, gerou reajustes de preços de alimentos (arroz, feijão, açúcar, óleo, leite, etc.), materiais de construção (cimento, ferro, aço, tijolo, etc.) e combustíveis.

A crise hídrica de 2021, considerada a maior dos últimos 91 anos, gerou o encarecimento dos preços de energia elétrica.

Por sua vez, as chuvas, iniciadas em outubro de 2021, em níveis elevados, geraram a perda e elevação dos preços de produtos alimentícios, como folhas (alface, repolho, etc.), cenoura, vagem, etc.

Após um 2021 difícil, tínhamos a previsão de redução da inflação em 2022. Entretanto, no dia 24.02, a Rússia invadiu a Ucrânia, causando a disparada dos preços das commodities produzidas pela Rússia, como petróleo, gás e trigo.

O Brasil teve reajustes recordes no dia 11.03 da gasolina, do diesel e do gás, além de subida dos preços dos derivados do trigo (pães, biscoitos, bolos, etc.). Nossa situação é agravada pela dependência da importação de fertilizantes da Rússia.

Nesse cenário de inflação, o Banco Central, no dia 16.03, aumentou a taxa de juros para 11,75% a.a.

Todas essas dificuldades ocorrem em ano eleitoral, onde o presidente concorre à reeleição e tem disposição de fazer ações eleitorais de “caça aos votos” para atender aos “fora do poder eleitores”. O pacote de bondades começou em 2021, com o crescimento do valor do Bolsa Família para R$ 400,00 (rebatizado para Auxílio Brasil), a anistia quase total das dívidas do crédito estudantil, etc, e continua em 2022, como a diminuição de 25% do IPI, aprovação de crédito habitacional para os militares, liberação saque FGTS e antecipação do décimo terceiro salário para aposentados, etc.

Com isso a economia brasileira tem ações descoordenadas no combate a falta de produtos e inflação, com encarecimento do crédito pelo Banco Central, uma política fiscal frouxa em ano eleitoral, furo do teto de gastos e órgãos governamentais sem ação para minimizar os efeitos externos na economia nacional, fazendo as pessoas e empresas perderem o poder aquisitivo e se sentirem abandonadas.

Deixe um comentário