No momento, você está visualizando Brasil Industrial: Maior parte das nossas exportações voltam a ser de produtos primários

Brasil Industrial: Maior parte das nossas exportações voltam a ser de produtos primários

Foto: Gabriel Mikowski (https://unsplash.com/photos/0kaUv0KV82Q)

 

 

Esse artigo mostra a desindustrialização e a alteração do perfil de nossas exportações.

O artigo “Cresce a participação dos manufaturados”, nas folhas 77 a 80, da Revista Exame, de 26.08.1981, registrou o momento histórico da predominância dos manufaturados nas exportações em 1978: “…o país realizou em 1978 – pela primeira vez na história das exportações brasileiras – uma importante proeza em seu esforço exportador, ao conseguir fazer com que os produtos tradicionais (48%) fossem superados pelos manufaturados (52%)”.

No recente artigo “O dragão abre a boca: China reafirma os acertos das políticas nacionais”, de autoria de Luiz Gonzaga Belluzzo, na folha 37, da Revista “Carta Capital”, do dia 05.09.2020, mostra o sucesso da política chinesa: “Nos anos 1980, a economia chinesa detinha o mesmo 1% do Brasil de participação no comércio mundial, em 2010 sua participação saltou para 10,4%, contra 8,4% dos EUA e 8,3% da Alemanha...promoveu, com sucesso a atração do investimento direto estrangeiro em parceria com empresas locais, privadas e públicas. A determinação da taxa de câmbio escapou aos humores dos mercados financeiros. Foi utilizada como instrumento de competitividade e de atração do investimento forâneo.

Atingimos, agora, o ápice da participação das commodities na pauta da exportação, conforme o artigo “Commodities ganham espaço e já são 67% das exportações”, de autoria de Hugo Passarelli, publicado no Jornal Valor Econômico, do dia 18.05.2020.

O artigo “Um terço das exportações do Brasil tem como destino a China”, de autoria de Marcelo Justo, na folha 12, do Jornal O Tempo, do dia 28.07.2020, mostra ser a China o nosso maior parceiro comercial, as quais passaram de 1,9%, em 2001, para 33,8% em 2020, do total do destino das exportações.

Em 2020, a China nos ultrapassou na exportação de manufaturados para a Argentina, conforme artigo “Na pandemia, China passa Brasil e vira maior parceiro da Argentina”, de autoria de Anais Fernandes e Marsílea Gombata, no Jornal Valor Econômico, do dia 06.08.2020: “…a China desbancou o Brasil como o principal parceiro comercial da Argentina…as compras de produtos brasileiros na Argentina caíram 42%, ante igual período de 2019, para US$ 1,6 bilhão”.

Os fatos demonstram, termos passado de uma pauta de exportações de manufaturados, em 1978, para commodities, em 2020. De 1978 para 2020 os Estados Unidos foi substituído pela China como nosso maior parceiro comercial. Deixamos de ter um parque industrial promissor e passamos a ser dependente de produtos importados ou produzidos por grandes empresas multinacionais com sede no Brasil.

No geral, geramos em outros países empregos, lucros, impostos, acumulação de capital, as grandes empresas multinacionais enviam lucros para as suas matrizes, mas o país ainda pode realinhar sua política econômica para fortalecer a sua indústria.

Deixe um comentário