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Foto: Ernest Ojeh (https://unsplash.com/photos/aEytUoE1Tkc)

Alta dos preços dos combustíveis e da energia elétrica gera inflação e é oportunidade para país adotar medidas de incentivo para nova matriz energética

Não precisamos ser futuristas para vislumbrar a iminência do fim do uso de combustíveis fósseis, devido à busca de soluções energéticas sustentáveis e renováveis para atender a metas globais de queda da emissão de poluentes.

A crise brasileira do encarecimento dos combustíveis e gás gera no meio político propostas imediatistas de solução, como a isenção de impostos ou a revisão da forma de cálculo do preço. Entretanto, precisamos de propostas futuristas e ecologicamente corretas.

O governo federal tem a intenção de reduzir tributos sobre os combustíveis, mas a ideia é rechaçada, até o momento, por agravar a crise fiscal e gerar a disparada da cotação do dólar.

Lula, no dia 03.01 afirmou que, se eleito, alterará a política de preços dos combustíveis e não manterá o preço dos combustíveis vinculado ao dólar: “Eu não posso enriquecer um acionista americano e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga mais caro por causa do preço da gasolina”.

A tendência dos preços dos combustíveis é de alta. Os atritos entre a Ucrânia e a Rússia causam o aumento do preço do petróleo. As incertezas políticas internas geram a disparada da cotação do dólar.

Em meio a todas essas discussões políticas o povo paga preço alto pela gasolina (vendida em certas regiões a mais de R$ 8,00), mas, pior, o Brasil tem modal de transporte predominantemente rodoviário e, com isso, a cadeia de alimentos também encarece com o preço maior do diesel, além de o povo ter de comprar gás de cozinha a mais de R$ 100,00.

Este cenário inflacionário é agravado pelo alto custo das contas de energia elétrica, com previsão de tarifa extra até abril de 2022.

Nesse quadro, no curto prazo é preciso minimizar o preço do essencial para o povo, como o gás de cozinha, diesel e energia elétrica.

Por outro lado, esta conjuntura gera a oportunidade perfeita para o governo fazer mudanças estruturais na economia.

O governo deve incentivar a produção de veículos elétricos, colocar prazo final para a produção de veículos a combustão e incentivar a produção autônoma de energia elétrica, a partir da energia solar.

Devem ser adotados incentivos fiscais e isenção de impostos para a produção e comercialização de veículos elétricos a preços acessíveis para o consumidor comum. Além disso, deve ser formada uma rede nacional de recarga dos veículos elétricos, utilizando os atuais postos de gasolina.

Também seria o momento do governo isentar a construção, produção e comercialização de minigeração distribuída de energia elétrica renovável (energia solar fotovoltaica), para diminuir os preços das contas de energia, preparar as residências e empresas para recarregarem os seus veículos elétricos e atender o aumento do consumo sem serem necessários investimentos em novas usinas caríssimas e causadoras de desastres ambientais.

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