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A diferença do poderio militar do Brasil e Estados Unidos: Precisamos fortalecer o nosso poder militar e ter menos retórica vazia

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Foto: Thomas Ashlock (https://unsplash.com/photos/EHZM5faHsY8)

 

 

 

O presidente e ex-capitão do Exército, Jair Bolsonaro, no dia 10.11, afirmou “Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona“.

No caso, o presidente, egresso das Forças Armadas, fez desnecessária retórica de protagonizar guerra contra os EUA. Esperava-se de Bolsonaro, além da já feita reforma previdenciária militar e de aumento de soldos, adotar visão estratégica para fortalecer nosso poder militar, de forma quantitativa, qualitativa e tecnológica.

Grande parte dos gastos do Ministério da Defesa são com pessoal, principalmente com inativos e pensionistas. Deveríamos, da mesma forma dos americanos, investir recursos adicionais em tecnologia para aparelhar as tropas e, posteriormente, essas descobertas poderiam até ser utilizadas pelos civis, porque, salvo na tecnologia aeronáutica, o Brasil não tem expertise.

O comandante do Exército, General Edson Leal Pujol, no dia 12.11, em live promovida pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, IREE, afirmou ser o Exército brasileiro pequeno: “Estamos aquém do que o Brasil precisa”.

Para citar exemplo do poder militar americano, eles têm 3.800 ogivas nucleares, 11 porta-aviões, 485 drones pesados, 522 defesas antiaéreas, diferente do Brasil, o qual não possui esses recursos. Assim, não se pode, no atual momento, achar factível uma guerra, pois sofreríamos uma derrota humilhante, pois EUA é um país, desde o século XIX, construído econômica e politicamente às custas do uso de seu arsenal militar.

Em uma possível guerra, haveria o bloqueio do nosso fluxo comercial e asfixia de nossa economia. Além disso, suas aeronaves poderiam livremente nos bombardear, pois não temos defesa antiaérea.

Uma guerra irrefletida afetaria todos os interesses econômicos comuns, com a instalação do caos no Brasil, mas, a nossa maior defesa atual, seria os EUA, mesmo com o seu grande poder militar, ter dificuldades para nos bombardear, aleatoriamente, por ter aqui diversas filiais americanas, seja escritórios, lojas, indústrias, centros de distribuição, etc. Entretanto, o uso planejado de ataques por drones traria danos a infraestruturas essenciais, não sendo descabido lembrar ter drones americanos, no dia 02.01, em uma ação planejada detalhadamente, ter matado o General iraniano, Qassim Soleimani, dentro do Iraque.

No mais, para fortalecer o país é preciso mais ação estratégica e menos retóricas vazias, desagregadoras e prejudiciais ao interesse nacional, pois, antes de falar em guerra, devemos ter mais do que saliva e pólvora.

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