Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A recente conjugação do aumento dos preços do dólar e do petróleo atinge a economia brasileira, dependente do modal de transporte de veículos automotores (caminhões, ônibus, etc.).
A adoção pelos Estados Unidos de uma política de diminuição dos déficits de conta corrente em relação ao mundo, através de aumento da taxação de produtos importados e retaliação a produtos, aliados ao aumento da taxa de juros interna, gerou um desequilíbrio das forças econômicas mundiais.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, no atual governo de Trump, vem adotando uma política inflexível com relação a países não alinhados aos seus interesses e se retirou do Acordo Nuclear com o Irã, gerando incertezas e instabilidades sob uma possível retomada do programa nuclear iraniano.
Os reflexos do atual momento externo, foram maiores nas economias emergentes, inclusive no Brasil, com a valorização do dólar e a perda de valor da moeda local. A Argentina, por exemplo, após 10 anos, voltou a recorrer ao FMI.
No Brasil, o aumento do dólar e do petróleo deve gerar de imediato reajuste dos combustíveis e, por consequência, gerar a remarcação de todos os produtos da economia e o aumento da inflação.
É o modelo econômico brasileiro repetindo crises, devido a dependência externa, por não ter um modelo de desenvolvimento próprio, estar dependente dos preços das comodities (ferro, grãos, etc.) e não ter um modelo próprio tecnológico.