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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2017-06/roberto-jefferson-fala-imprensa-no-palacio-do-planalto-1582311569-1)

Em poucos dias tivemos resumo do pior do Governo Bolsonaro

Os acontecimentos no período de 22 a 24.10 mostraram um quadro político de ódio, armamentismo, violência, ataques à imprensa, sendo eles uma síntese dos atos praticados por Bolsonaro desde 01.01.2019.

No dia 22.10 o ex-deputado federal, Roberto Jefferson, publicou nas redes sociais ataques contra a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, por discordar do voto dela em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a favor de direitos de resposta de Lula contra a Jovem Pan: “Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas, arrombadas, né? Aí que viram para o cara e dizem: ‘E, benzinho, no rabinho, nunca dei o rabinho, pela primeira vez. É a primeira vez’. Ela fez pela primeira vez, ela abriu mão da inconstitucionalidade pela primeira vez. Ela diz assim: ‘é inconstitucional, censura prévia é contra a súmula do Supremo’, mas é só dessa vez benzinho. Bruxa de Blair.

Roberto Jefferson descumpriu requisitos de sua prisão domiciliar, como ter acessado as redes sociais e ter feito ataques a ministros do STF.

No dia 23.10, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a sua prisão.

No dia 24.10, um jornalista, de empresa afiliada da TV Globo, fazia cobertura da operação de prisão pela Polícia Federal, quando foi agredido por bolsonaristas.

Bolsonaristas se aglomeraram, inicialmente, perto da casa de Roberto Jefferson para apoiá-lo em uma suposta luta pela liberdade.

Entretanto, Roberto Jefferson ficou entusiasmado e recebeu os policiais federais a tiros de fuzil e com arremesso de granadas, causando ferimentos em dois policiais.

No final da tarde, ele foi preso e entregou armas de uso exclusivo das forças armadas.

Todo este quadro ecoa mensagens vindas diariamente de Bolsonaro.

Quando ele e seus filhos atacam jornalistas, como os ocorridos contra Vera Magalhães, Míriam Leitão, Patrícia Campos de Mello, etc, está sendo dado exemplo de violência para as pessoas seguirem. As agressões físicas e morais se tornam normais, mas esquecem o ordenamento jurídico punir essas violências.

Houve um grande aumento de armas nas mãos dos cidadãos com a flexibilização do porte e da posse de armas, além da falta de controle das armas em poder dos cidadãos. Isso, aumentou o risco de tiroteio entre os cidadãos e de ataques violentos contra os policiais.

Quando Bolsonaro diz para as pessoas se armarem para defender a sua liberdade, isso passa para a mensagem delas poderem receber a polícia a bala.

Roberto Jefferson atirou e jogou granadas em policiais e, por muito menos, em regiões de pessoas humildes, policiais teriam derrubado a porta, atirado nos delinquentes e depois Bolsonaro elogiaria a operação policial. Entretanto, o ex-deputado federal teve tratamento privilegiado do governo federal, com indicação do Ministro da Justiça para acompanhar a sua rendição,  além dos policiais terem entrado em sua casa e conversado cordialmente.

No geral, os atos de Roberto Jefferson fazem parte de um ambiente belicoso, insuflado pelo presidente, de ataques ao STF, de descumprimento a ordens judiciais, de uso de armas para garantir a liberdade (mesmo ao arrepio da lei) e de agressões às mulheres.

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