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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2022-04/presidente-jair-bolsonaro-medicos-1650320732)

Governo faz discursos para esconder os seus erros e omissões

No dia 23.05 o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na abertura da 75ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça, em discurso afirmou: “O governo do Brasil defende, de forma intransigente, a vida desde a concepção, a liberdade, a paz e o respeito à soberania dos estados. Desde o início da pandemia de COVID-19, o governo do presidente Jair Bolsonaro atuou para preservar vidas, conciliando o equilíbrio econômico e a justiça social. Ao tempo que, combatemos incessantemente a corrupção que retira oportunidades dos cidadãos acessarem o sistema de saúde, impedindo a realização de políticas públicas essenciais”.

É preciso mostrar todos os fatos e evidenciar esse discurso ser bem diferente da prática adotada pelo governo.

O governo federal não atuou na pandemia para salvar vidas, pelo contrário foi contra medidas preventivas e contra a vacinação. A atuação governamental tornou-se pública na CPI da Covid, do Senado, quando ficou provado o governo ter optado por negar o conhecimento científico (negacionismo), adotar a imunidade de rebanho, boicotar o isolamento social, com defesa do funcionamento normal da economia, sabotar a vacinação e transformar o país em laboratório de medicamentos ineficazes. Para reforçar essas ações, houve uma produção orquestrada de fake news, com exposição de pessoas indefesas ao vírus, infecção e morte. O presidente da República manifestou publicamente ser a favor da imunização de rebanho e diversas vezes afirmou a doença proteger mais do que a vacina. A CPI revelou ter o governo recebido e ignorado ofertas de vacinas da Pfizer, além de ter sabotado a vacina Coronavac. Houve omissão em relação a todos os brasileiros e sem isso muitas mortes e infecções teriam sido evitadas, pois quem deveria atuar não atuou e o resultado aconteceu.

Em outro excerto da frase de seu discurso, o ministro afirma ser o governo um defensor da vida desde a concepção. Incoerentemente este mesmo governo é um ardoroso incentivador de todos os brasileiros portarem uma arma, brande a viva voz o lema “bandido bom é bandido morto” em ofensa aos direitos humanos universais e do devido processo legal, inclusive é favorável a adoção no país da excludente da ilicitude, onde os militares poderiam combater a criminalidade de forma indiscriminada e sem consequências jurídicas.

Há equívoco também, quando se afirma o governo ser um incessante combatente da corrupção, pois se nota é uma estratégia de proteção a amigos e parentes, onde não ocorrem investigações das acusações de corrupção, com a subjugação de setores de investigação e omissão nas atuações da procuradoria junto a órgãos superiores, sendo um exemplo do “para os amigos tudo, para os inimigos o rigor da lei” o fato de no dia 21.04 ter sido concedido o benefício da graça (perdão individual da pena) ao deputado federal, Daniel Silveira, o qual havia sido condenado por ofensas ao STF.

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