A semana de 07.03 foi marcada por diversas iniciativas pelo país determinando o término da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos, sendo que o Rio de Janeiro foi a primeira capital a decretar o fim de sua obrigatoriedade também em locais fechados. Todo esse avanço é fruto da queda do número de casos de Covid, do número de internações e de mortes, devido ao êxito da imunização da população.
Apesar da politização do tema da vacinação, onde as pessoas opinavam sobre a eficácia da vacina e alegavam seus efeitos adversos, a grande maioria da população optou por vacinar de forma espontânea. As pessoas se vacinaram e escutaram os especialistas dos meios científicos.
A saúde é prerrogativa de uma ciência e conta com profissionais preparados para orientar e cuidar da população. É inaceitável deixar pessoas sem o conhecimento científico indicarem medicamentos, desqualificarem remédios e vacinas, e, com isso, expor a nossa saúde ao risco. Infelizmente, muitas pessoas optaram por ouvir essas pessoas sem conhecimento científico e, com isso, não vacinaram, utilizaram medicamentos sem eficácia comprovada, não adotaram medidas preventivas (uso de máscaras, gel, distanciamento social) e ficaram mais expostas a serem infectadas pelo vírus.
Profissionais são respeitados por suas competências. O médico cuida da saúde, engenheiros projetam construções, mecânicos cuidam de carros. Políticos podem até opinar sobre qualquer assunto, mas é esperado deles fazerem uma gestão pública em prol do povo, sendo inaceitável, por exemplo, eles prescreverem receitas ou fazerem projetos de prédios sem deterem conhecimento para essas tarefas.
Apesar dos esforços de diversos políticos contra a vacinação, o Brasil atinge níveis elevados de imunização, à frente de outros países europeus e dos Estados Unidos.
A vacinação gerou a diminuição dos infectados e mortos e começa a nos libertar do uso de máscaras, acessório necessário para evitar a proliferação do vírus, apesar de seu uso ser um pouco incômodo.
O momento é de, mesmo simbolicamente, fazermos fogueira de máscaras, em sinal de nossa alegria com uma nova fase de nossas vidas, após 2 anos de dificuldades incontáveis causadas pelo coronavírus.
Apesar do uso da máscaras ter deixado de ser obrigatório, muitas pessoas ainda continuam a usá-las, pois, ainda temos número elevado de mortes por dia e estamos em estado de vigilância com a saúde, onde um simples espirro forte em local público (aberto ou fechado), gera susto generalizado e as pessoas dispersam apressadamente (muitas saem correndo).
Uma atitude a ser pensada é se tornar norma de utilidade pública o uso obrigatório de máscaras por pessoas com sintomas gripais, com vistas a proteger as demais pessoas e diminuir a disseminação do vírus.
De forma geral, o fim do uso obrigatório da máscara é um símbolo de melhores momentos, um tempo de diminuição dos efeitos do coronavírus, após causar grande sofrimento, com perdas de amigos e parentes.