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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (https://fotospublicas.com/5o-forum-nacional-de-controle-educacao-no-pos-pandemia/)

Todos os candidatos têm qualidades e defeitos

Os candidatos a presidente para 2022 estão se apresentando. Após erros no passado, agora se mostram inocentes, cheios de bons propósitos, fazem promessas irrealizáveis, beijam o inimigo se necessário.

Sergio Moro filiou no Podemos e melhorou sua retórica para aumentar o seu poder de convencimento. Ex-juiz e ex-ministro carrega histórico de carreiras interrompidas e por ser um ex-juiz que teve os processos, envolvendo o ex-presidente Lula, anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeição.

Moro esquece que o país não tem o mesmo ar político irracional de 2013 a 2018, pois sofre o caos de uma gestão caótica feita pelo candidato eleito, Jair Bolsonaro.

Moro foi parcial, conforme entendimento do STF, e, com isso, não seguiu o devido processo legal. Cara de pau, o ex-juiz vem a público se apresentar como candidato com currículo límpido e acima de qualquer suspeita, mas sua ficha de ex-juiz não condiz com o cargo de tamanha relevância (grampeou advogados de Lula, divulgou escuta ilegal envolvendo a ex-presidente Dilma, vazou delações de forma midiática, etc.). Esse candidato não pode ser a terceira via, é a sepultura do estado de direito.

O ex-presidente Lula apresenta-se como candidato, mas terá de apresentar um programa econômico desenvolvimentista e de combate à inflação, além de demonstrar obsessão de enfrentar quaisquer indícios de corrupção, para acabar com a impressão de ter sido conivente nos casos ocorridos em seus governos anteriores.

Jair Bolsonaro é presidente, fruto da crise econômica e política iniciada em 2013. Seu governo é caracterizado por ações para agradar a seguidores radicais no mundo digital, com falas rápidas e curtas. Ele encabeça um governo com o objetivo de diminuir a governança e chamar de seu. Com isso, tem controle sobre a Câmara Federal, a Polícia Federal, o Banco Central, etc, mas mostra incapacidade de governar em diversas áreas (sanitária, econômica, educação, etc.), ataques aos opositores, inaceitação da imprensa livre, filhos acusados de rachadinhas e crimes contra a democracia, não combateu a inflação, promoveu o calote dos precatórios e o furo do teto de gastos, não efetivou ações coerentes com o seu discurso liberal.

O governo de Bolsonaro é caracterizado pela falta de transparência, sendo o maior exemplo o sigilo de 100 anos determinado no processo disciplinar que absolveu o general Eduardo Pazuello, por ter transgredido o regramento militar, com participação em ato político no dia 23.05 em palanque com Jair Bolsonaro, onde fez discurso elogiando o presidente.

Muitos defendem a necessidade de um presidente combatedor da corrupção ou desenvolvimentista ou promotor da melhoria da desigualdade social ou viabilizador de um Estado menor ou um privatizador, etc. Entretanto, precisamos de um presidente com um conjunto de qualidades para melhorar o país e agregar para o Estado ser promotor da justiça, do desenvolvimento, de funcionamento da máquina pública ao menor custo possível e com menor necessidade de arrecadação de impostos, interessado em gerar a melhoria social e fazer a inclusão dessas camadas, etc.

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