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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil (https://fotospublicas.com/fase-5-da-flexibilizacao-no-rio-de-janeiro-libera-vendedores-ambulantes-nas-praias/)

Flexibilizações mesmo com o registro de mortes

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Com o avanço da vacinação, o Brasil tem registrado diminuição no número de infectados, de mortes e de internações por Covid-19.

A continuidade de infecções e mortes, entretanto, geram a necessidade da manutenção de medidas preventivas.

É muito desconfortável a divulgação pelos comitês técnicos epidemiológicos de medidas flexibilizações, junto com boletins de indicadores de infecções e de mortes locais. Esse fato, pode ocorrer por uma possível injunção política nas decisões ocorridas.

Essa forma de adoção de flexibilização nos diferencia de países com atuação eficiente contra o coronavírus, como a Nova Zelândia. Esse país tem uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, com o registro de 26 mortes. No dia 17.08, após seis meses sem ocorrência de casos de Covid-19, teve o registro de uma infecção e a sua primeira-ministra anunciou a adoção de lockdown nacional.

No Brasil, o governo federal optou por não coordenar a execução da vacinação, as medidas preventivas e as flexibilizações. Dessa forma, temos medidas diferenciadas adotadas por Estados e municípios.

Por sua vez, o Ministério da Saúde adotou protocolo para a informação pelos municípios do número de infectados e de mortes, mas não deixou os mesmos informar se os infectados e mortos foram vacinados ou não. Sem essa informação não é possível saber a percentagem do número de vacinados e não vacinados atingidos pela doença. Estranha, até o momento, os municípios e Estados não terem acionado a justiça para agregar em seus boletins epidemiológicos essa informação.

A pandemia está durando além da previsão mais pessimista e gerado desequilíbrios econômicos e sociais.

Flexibilizar significa conciliar interesses públicos diversos e importantíssimos, como o combate ao coronavírus, a reabertura econômica e a normatização de um mínimo de movimentação social, quer dizer, manter controle da pandemia para não causar estrangulamento da rede de saúde, permitir funcionamento dos negócios e diminuir desconfortos individuais e coletivos por necessidade de contato social.

Entretanto, em meio a chegada de novas cepas da Covid-19, como a Delta, devem ser mantidos os cuidados nos contatos sociais, pois é impossível saber quem é infectado e é propagador do vírus. Diante disso, todo cuidado é pouco e toda ponderação na adoção da flexibilização é necessária, pois temos uma média de morte diária de 800 pessoas, com tendência de queda,  e ainda restam incontáveis razões para manter os cuidados preventivos.

Casos concretos demonstram os vacinados não terem 100% de segurança de não serem reinfectados e até morrerem, apesar da vacinação ser a maior garantia de proteção contra o vírus.

Somente quando tivermos 100% da população completamente imunizada, poderemos pensar em deixar de ter medidas preventivas e protetivas.

De todo modo, a decisão de comitês técnicos epidemiológicos deve ser a mais técnica e sem interesses políticos ocasionais, com a garantia de manutenção de medidas preventivas necessárias e o poder público deve incentivar o funcionamento de atividades econômicas respeitadoras das regras sanitárias definidas.

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