No dia 26.02, no município de Tianguá, Ceará, o Presidente Jair Bolsonaro disse: “Não reclamo das dificuldades. Sofro ataques 24 horas por dia. Mas entre esses que atacam e vocês, vocês estão muito na frente. Não me vão fazer desistir porque, afinal de contas, eu sou imbrochável”.
Bolsonaro faz viagens por todo o país, justamente no momento de novos recordes de infectados e de mortos pelo novo coronavírus. Nelas protagoniza aglomerações, apresenta-se em público sem máscaras, abraça apoiadores, faz discursos populistas, critica as medidas preventivas adotadas pelos governadores e prefeitos.
Alheio ao sofrimento alheio, no dia 02.03, em dia de novos recordes de mortes, ele promoveu um almoço temático no Palácio do Planalto.
É grande a insensibilidade e falta de empatia com os mortos, infectados e as incontáveis pessoas com sequelas.
O presidente continua em campanha para 2022, está despreocupado em trabalhar para melhorar a crise sanitária e econômica do país, gera somente retórica desorientadora para seus assessores e ministros, mostra-se como um mau exemplo para o povo brasileiro.
Alguns ainda o chamam de “mito”, mas muitos o chamam de “minto”, por ser um negacionista desarrazoado ao extremo, e por não cumprir sua maior obrigação de respeitar a Constituição e as leis e, dessa forma, cuidar do povo brasileiro.
As ações de isolamento adotadas por governadores e prefeitos minimizam o número de mortes e, se não tivessem sido adotadas, hoje teríamos, no mínimo, o dobro do número de mortos.
No geral, o povo está cansado de ficar em casa, de ficar restrito em seus movimentos, de usar máscara, mas, até imunização de grande parte da população, teremos de seguir fielmente rotinas preventivas.
Assim, o presidente condena as medidas preventivas, não une forças com os demais políticos para efetivar propostas exequíveis para sanar a crise sanitária e não age para agilizar a vacinação para salvar vidas, empresas e renda.
Dessa forma, o governo federal não coordena as medidas preventivas e, na execução do plano de imunização contra o coronavírus, o Ministério da Saúde tem errado reiteradamente, com atrasos nas compras de vacinas, erros na logística de entrega de vacinas, etc.
Bolsonaro, no dia 04.02, inaugurou centro de treinamento, em Cascavel, no Paraná, quando correu sozinho e simulou vitória, mas o maior troféu conquistado por ele até foi o de campeão da insensibilidade. Não chegamos a mais de 250 mil mortos por acaso e sim por erro nosso, com a instigação e apoio reiterado e “imbrochável” do presidente da república, firme em suas atitudes negacionistas da doença, onde no início alegou ser uma “gripezinha” e hoje desdenha de medidas mínimas de prevenção, tornando o Brasil um mau exemplo mundial no combate à doença.
O Brasil tem um vírus a matar implacavelmente seu povo, incentivado por uma peste de negacionismo e de mentiras. É preciso ter um fim tanto desencontro.