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Bolsonaro é escolhido personalidade do ano de 2020

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Foto: Jade Scarlato (https://unsplash.com/photos/3udlqT2PpeU)

 

 

 

No rol de campeonatos mundiais, o Brasil acaba de ter seu presidente, Jair Bolsonaro, escolhido como a personalidade do ano, na categoria “crime organizado e corrupção”, conforme consta no artigo “Jair Bolsonaro 2020 PERSON OF THE YEAR IN ORGANIZED CRIME AND CORRUPTION”, publicado no site https://www.occrp.org/en.

A Organized Crime and Corruption Reporting Project’s (OCCRP) é uma plataforma de reportagem investigativa para uma rede mundial de centros de mídia independentes e jornalistas, com o objetivo de publicar suas histórias para o público.

O artigo cita Bolsonaro ter sido escolhido por “has instead surrounded himself with corrupt figures, used propaganda to promote his populist agenda, undermined the justice system, and waged a destructive war against the Amazon region that has enriched some of the country’s worst landowners” (se cercou de figuras corruptas, usou propaganda para promover sua agenda populista, minou o sistema de justiça e travou uma guerra destrutiva contra a Amazônia região que enriqueceu alguns dos piores proprietários de terras do país) (em tradução livre).

Bolsonaro venceu Donald Trump e Recep Erdogan, dois outros líderes populistas, os quais minaram instituições democráticas, politizaram o sistema de justiça, rejeitaram acordos multilaterais, recompensaram círculos internos de corrupção.

O artigo cita a vitória ter ocorrido por Bolsonaro ter assumido o governo com a promessa de combater a corrupção, mas se cercou de pessoas corruptas e acusou erroneamente outros de corruptos. A seguir cita estar a sua família envolta em conspiração criminosa. Também cita estarem os filhos de Bolsonaro, Carlos e Flávio, envolvidos em suposto esquema de repartição de salários, conhecido como “rachadinha”. A seguir, Bolsonaro é acusado de ter incentivado os desmatamentos e queimadas na Amazônia.

Bolsonaro agora ocupa o panteão dos vencedores da associação, ao lado de outros nomes famosos, como o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente russo Vladimir Putin, campeões em 2016 e 2014, respectivamente.

A premiação reflete um ano de 2020 eivado de ações do governo federal para desmontar os mecanismos de proteção ao meio ambiente, de falta de ação e de negação para o desmatamento e queimadas na Floresta Amazônica, de ataques às instituições democráticas brasileiras (Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, STF), de inação na adoção de medidas para combater a crise sanitária do coronavírus, enfim, um governo marcado por ações para desfazer a governança pública e sem realizações para se comemorar.

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