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Medidas para garantir a sobrevivência de CPFs e CNPJs

Foto: Matt Seymour (https://unsplash.com/photos/69zVsGRejY4)

 

 

 

O mais afamado economista do século XX foi John Maynard Keynes. Elaborou teorias sobre renda, salário e juros e é considerado o principal nome da macroeconomia (de agregados econômicos), base das políticas econômicas para tempos de guerra, de crise econômica ou sanitária, como a atual pandemia do coronavírus, quando as forças naturais do mercado desaparecem (demanda, oferta, lucro, salários, etc.).

A crise é grave e afeta a confiança de todos os agentes (consumidores, investidores, empresários, empregados, rentistas, etc.), pois, por exemplo, mesmo com repetidas quedas das taxas de juros no Brasil, não teremos a retomada de investimentos em atividades produtivas. Além disso, a desconfiança dos consumidores, por diversos fatores, seja pelo desemprego ou insegurança, não gera o aumento do consumo interno (responsável por ⅔ do Produto Interno Bruto, PIB).

Nessas condições, o mercado deixou de funcionar normalmente (consumidor não compra; empregador não emprega; empregado não tem emprego; agentes não pagam impostos; investidor não investe; locador não aluga; etc.). Assim, a economia paralisa e o dinheiro não sai da mão de quem tem, não chega na mão de quem não tem. Nesse quadro, cabe ao governo adotar políticas substitutas do mercado, para conter o agravamento da crise econômica e evitar agitações sociais incontroláveis.

E esse quadro não tende a melhorar, pois os efeitos da pandemia do coronavírus continuarão. Não temos a cura, os casos de infectados e mortos aumentam, e, além disso, quando certas regiões controlam o vírus, reabrem a economia, mas logo a seguir volta a aparecer o vírus.

Nesse contexto, o Brasil adotou políticas econômicas de incentivo para garantir a manutenção da renda dos agentes econômicos, de cunho keynesianas, com auxílios para garantir a renda das pessoas para adquirirem itens básicos e empréstimos para empresas (pequenas, médias e micros) para arcarem com seus compromissos (salários, aluguéis, etc.).

Essas medidas foram importantes, mas são insuficientes. A perspectiva é de fechamento de milhares de empresas, principalmente as pequenas, médias e micro. Para evitar isso, além das medidas já adotadas, deve-se liberar recursos e conceder novos empréstimos. Para todos os empréstimos deve ser pactuado o prazo de carência de 6 (seis) meses, contados a partir do aparecimento da cura comprovada, e também alongar os prazos para o pagamento, por exemplo, para 5 a 10 anos.

Muitos alegam ser inviável a concessão de auxílios, por gerar o aumento do endividamento público do governo federal, mas se esquecem dos fatos atuais, onde estamos tendo os piores desastres da vida social e econômica, com a morte de pessoas e de empresas. A base da sociedade (vidas) e da economia (empresas) está sendo aniquilada e, por isso, só resta aos governos fazer o possível e impossível para auxiliá-las, custe o que custar.

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