Durante anos participei corridas, com treinamentos e corridas de rua.
Sofri inúmeras lesões, seja no tornozelo, na panturrilha, na coxa, no fêmur, etc, coisa normal para quem corre.
A cada lesão iniciava uma nova fase exaustiva de recuperação, com médicos e fisioterapias infindáveis, e depois voltava a correr, como se nada tivesse acontecido. Era uma alegria poder voltar a correr.
Mal sabia que ainda teria uma lesão mais difícil de recuperar e vencer e conto esta história com o objetivo de documentar o fato de eu ter sido diagnosticado como portador de uma hérnia de disco, na coluna (L4/L5) e ter como uma das possibilidades de recuperação passar por operação para retirá-la.
A grande maioria das pessoas portadoras de hérnia de disco, operando ou não, se sentem limitadas para fazer exercícios físicos, desde os mais simples como uma caminhada ou uma subida de escada, até os mais complexos como uma corrida. O relato a seguir demonstrará ser perfeitamente possível ultrapassar os limites, praticando exercícios físicos intensos e sem ter dores insuportáveis, bastando ter disciplina, obstinação, sempre com a orientação de profissionais qualificados.
Tudo começou no dia 27.06.2016, quando estava levando o carro da minha filha para a oficina. No meio do caminho parei o meu carro. Quando desci do carro fiz um movimento brusco e senti uma imensa dor nas costas, perdi os movimentos e fiquei torto, mal conseguia andar. Chegando na oficina mal conseguia conversar de tanta dor.
Nos dias seguintes tomei remédios para diminuir as dores, mas as dificuldades persistiam e tinha dores por ficar muito tempo sentado, deitado ou em pé, enfim sentia dores o tempo todo. Não havia posição confortável.
Após alguns dias, percebendo que as dores não passavam, marquei uma consulta com um ortopedista para o dia 15.07.2016, o qual pediu uma ressonância da coluna lombar.
No dia 21.07.2016 fiz a ressonância da coluna lombar sendo constada a existência de uma hérnia de disco na coluna (L4/L5).
No dia 02.08.2016 retornei ao ortopedista com o resultado do exame de ressonância da coluna lombar. Foi recomendado fazer sessões de fisioterapia e pediu para retornar quando finalizasse. Fui proibido de praticar esportes de impacto, somente podendo fazer exercícios na piscina, andar de bicicleta e musculação.
No dia 16.08.2016 retornei ao ortopedista o qual me receitou remédios e me indicou procurar outro profissional, responsável por coluna vertebral, para dar continuidade ao tratamento.
No dia 26.08.2016 consultei o ortopedista, especialista em coluna vertebral, o qual receitou para eu continuar a fazer sessões as fisioterapias, receitou a aplicação de 3 injeções para diminuir a dor. Após isto, como as dores persistiram, indicou para ser feita aplicação no local da hérnia de disco, como uma tentativa para acabar com as dores e não ter de operar.
No dia 20.09.2016 fiz a infiltração. Ela foi um sucesso, pois não senti as dores do procedimento e dias depois não ficou marca no local. Infelizmente as dores na coluna não pararam e o próximo passo seria operar para retirar a hérnia de disco.
Sentia falta das corridas semanais, do prazer de correr e do bem que me fazia isto para dormir e para o meu dia-a-dia.
Assim, resolvi tentar praticar outro exercício aeróbico e resolvi aprender a andar de bicicleta.
No dia 25.10.2016 iniciei o aprendizado de bicicleta com a personal Fabiana Martins, com 3 aulas por semana.
A minha vida esportiva se mantinha intensa com 3 vezes por semana de academia (musculação, eliptico e bicicleta) e caminhada de 1000 metros na piscina, além de 2 vezes por semana fazer aulas de pilates e agora 3 vezes na semana fazia aulas de bicicleta na rua.
No dia 15.12.2016 levei um tombo de bicicleta e as dores da hérnia de disco reiniciaram de forma insuportável.
Convencido que as dores causadas pela minha hérnia de disco não terminariam na forma convencional e não tendo a intenção de operar optei, junto com a minha personal, Fabiana Martins, fazer um fortalecimento muscular para aliviar as dores.
Fiz inscrição em uma academia, onde a Fabiana me orientaria. No dia 20.12.2016 iniciamos o reforço muscular, 2 vezes por semana.
No dia 06.03.2017 a minha personal, Fabiana Martins, me informou que iria se mudar para a cidade de Divinópolis, MG, e não poderia continuar a me orientar. Ela preparou um relatório sobre o tratamento que estávamos fazendo, com o objetivo de subsidiar o próximo personal a dar continuidade ao seu trabalho.
O trabalho da personal, Fabiana Martins, foi ótimo, pois as minhas dores desapareceram, iniciei aos poucos umas pequenas corridas, sempre preservando a minha coluna.
No dia 15.03.2017 reiniciei o trabalho de fortalecimento com o personal Gilberto Augusto Silva, 2 vezes por semana, nas terças e quintas feiras.
O trabalho de fortalecimento dava resultados e até voltei a fazer pequenas corridas de rua, de 5 km. No dia 19.03.2017, em Belo Horizonte, participei da Corrida das Estações, Outono.
Continuava fazendo as minhas pequenas corridas durante 3 vezes na semana e no mês de outubro de 2017 já estava correndo 5 quilômetros 3 vezes na semana, sem dores. A partir daí, mantive o meu ritmo de corrida, no máximo 5 km por dia.
No ano de 2017 participei de diversas corridas de rua, com o percurso total de 5 km, em Belo Horizonte: Corridas Estações 2017 Outono (19.03.2017), Corrida Night Run Etapa Yellow (06.05.2017), Corrida Caixa das Estações 2017 Primavera (20.08.2017), Circuito Mundial Etapa Austrália (03.09.2017), Corrida Park Night Run (16.09.2017), Corrida da Vale – Circuito das Águas Claras (01.10.2017), Corrida da Itatiaia (15.11.2017), Circuito das Estações Caixa 2017 Verão (19.11.2017). O tratamento de fortalecimento mostrava efetivamente grandes resultados, pois corria sem ter dores.
Querendo ultrapassar limites estipulei como meta para 2018 participar da Corrida Volta da Pampulha, de 18 km, prevista para o dia 09.12.2018, e fiz a inscrição no dia 30.12.2017.
Participei anteriormente da Volta da Pampulha nos anos de 2013 e 2014.
Falei com o meu personal Gilberto Augusto Silva, e ele se dispôs a me acompanhar nos preparativos para voltar a correr na Volta da Pampulha. Será que conseguiria? Naquele momento, tive muitas incertezas e dúvidas.
Fomos fazendo os treinos de corrida com acréscimos de 500 metros. Assim, em fevereiro de 2018 já estava correndo 6 km, em março 8 km, em maio 10 km, em junho 11 km, em setembro 13 km, em outubro 15 km, em novembro 16 km.
Entremeados com os preparativos para a Volta da Pampulha realizei no ano de 2018, em Belo Horizonte, diversas corridas de rua, de 5 km, sendo: Circuito das Estações Caixa 2018 – Outono (11.03.2018), Circuito de Corridas Caixa Etapa BH 2018 (03.05.2018), Circuito de Corridas Banco do Brasil – Etapa BH (20.05.2018), Circuito das Estações Primavera 2018 (19.08.2018), Circuito das Estações Verão 2018 (25.11.2018).
Todo novo acréscimo no ritmo da corrida era avaliado sobre a extensão das dores que sentia, com objetivo de preservar o meu fortalecimento muscular.
Além disto, antes de cada novo acréscimo de percurso de corrida fazíamos um treinamento anterior do percurso com 1 minuto andando e 1 minuto correndo.
E no dia 09.12.2018, às 8 horas, cumpri a minha meta, corri os 18 quilômetros, da 20ª. Volta da Pampulha, às 08 horas, em Belo Horizonte. Esta foi a 3ª. vez que participei desta corrida.