O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no dia 24.05 dados sobre a vacinação contra a covid-19 no Brasil.
Até o primeiro trimestre de 2023, 88,2% da população com 5 anos ou mais havia completado o esquema primário de vacinação, com pelo menos duas doses. Entre os adultos, esse índice sobe para 92,3%, enquanto para a faixa etária de 5 a 17 anos, o percentual é de 71,2%.
Esses dados destacam que, embora 92,3% dos adultos tenham completado o esquema vacinal primário, apenas 71,2% dos jovens de 5 a 17 anos fizeram o mesmo. Além disso, 14,8% das crianças e adolescentes não tomaram nenhuma dose, em contraste com 3,4% dos adultos. Esta disparidade pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a hesitação vacinal entre pais e responsáveis, além de possíveis dificuldades de acesso às vacinas em algumas regiões.
A pesquisa revelou ainda que a vacinação teve maior adesão nas áreas urbanas (94,2%) em comparação com as rurais (92,3%). Regionalmente, o Sudeste lidera com 95,9% da população vacinada com pelo menos uma dose, enquanto o Norte apresenta o menor índice (88,2%). A disparidade entre áreas urbanas e rurais e de regiões pode refletir a desigualdade no acesso e diferenças de infraestrutura dos serviços de saúde.
Entre as pessoas que não completaram o esquema vacinal, os principais motivos foram “esquecimento ou falta de tempo” (29,2%) e “não acha necessário ou não confia na vacina” (25,5%). Esses fatores representam um desafio contínuo para as autoridades de saúde, que devem trabalhar para aumentar a confiança nas vacinas e facilitar o acesso.
A hesitação vacinal ainda é uma barreira significativa. Campanhas de comunicação eficazes que desmistifiquem informações errôneas sobre vacinas são cruciais. Além disso, melhorar a acessibilidade e oferecer horários mais flexíveis para a vacinação pode ajudar a reduzir a porcentagem de pessoas que não completam o esquema vacinal.
A pesquisa do IBGE também indicou que a vacinação teve um impacto positivo na redução da gravidade da covid-19. Entre os não vacinados que contraíram a doença, 5,1% precisaram de hospitalização, enquanto esse percentual foi de 2,5% entre os que tomaram duas doses ou mais.
Esses dados reforçam a eficácia das vacinas em prevenir casos graves de covid-19, destacando a importância de continuar incentivando a vacinação. A relação direta entre a vacinação e a redução de hospitalizações deve ser amplamente divulgada para combater a hesitação vacinal.
Enfim, essa pesquisa sublinha a alta taxa de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, mas também destaca desafios, especialmente entre os jovens e em regiões menos desenvolvidas. A continuidade das campanhas de vacinação e a melhoria no acesso aos serviços de saúde são essenciais para aumentar a cobertura vacinal e proteger a população contra a Covid-19 e outras doenças.